Richard Baker, o CEO da Saks Global Enterprises, está a deixar o cargo menos de duas semanas após a sua nomeação. Esta saída ocorre num momento crítico, em que o grupo de retalho de luxo se prepara para solicitar proteção judicial sob o capítulo 11, conforme revelado por fontes próximas ao processo, citadas pela Bloomberg.
A Saks Global, uma marca com mais de 150 anos de história, enfrenta uma situação financeira complicada, marcada por perdas crescentes e um elevado nível de dívida. A empresa está a preparar-se para formalizar o pedido de falência já neste domingo, uma decisão que poderá ter um impacto significativo no seu futuro.
Baker, que acumulava as funções de CEO e presidente executivo, esteve a trabalhar nos últimos dias para finalizar a sua saída. O seu sucessor poderá ser Geoffroy van Raemdonck, atual administrador da Moncler, que está em negociações para assumir um papel na Saks Global. Até ao momento, nem a Saks, nem Baker, nem van Raemdonck responderam aos pedidos de esclarecimento da Bloomberg.
Van Raemdonck tem um histórico relevante na indústria, tendo liderado a Neiman Marcus entre 2018 e 2024, onde conduziu a empresa através de um processo de falência durante a pandemia, seguido de uma recuperação. Ele saiu da Neiman Marcus quando a Saks a adquiriu por 2,65 mil milhões de dólares em 2024, operação que resultou na criação da atual Saks Global.
A saída de Baker levanta questões sobre o futuro da Saks Global, especialmente num momento em que a empresa está a tentar reestruturar-se para enfrentar os desafios financeiros que a afetam. A reestruturação sob o capítulo 11 poderá permitir à Saks reorganizar as suas operações e tentar recuperar a sua posição no mercado de retalho de luxo.
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Fonte: ECO





