A bolsa de Lisboa registou uma queda de 0,84% a meio da sessão desta quarta-feira, fixando-se em 8.488,37 pontos. A principal responsável por esta desvalorização foi a Jerónimo Martins, cujos títulos desceram 3,72%, para 20,20 euros. A retalhista tinha anunciado, no dia anterior, que as vendas para 2025 cresceram 7,6%, totalizando quase 36 mil milhões de euros. Apesar deste crescimento, o mercado reagiu negativamente, especialmente devido ao regresso da deflação na Polónia, que representa cerca de 70% das receitas da empresa.
Além da Jerónimo Martins, outras empresas também sentiram o peso da pressão vendedora. A EDP Renováveis caiu 1,80%, fixando-se em 12,55 euros, enquanto os CTT desvalorizaram 1,51%, também para 12,55 euros. No setor da indústria papeleira, a Altri registou uma queda de 1,20%, com as suas ações a valerem 4,520 euros, e a Semapa perdeu 1,58%, situando-se em 21,85 euros. A The Navigator, por sua vez, viu as suas ações descerem 1,03%, para 3,280 euros.
Outras empresas em terreno negativo incluem a Galp (-0,28%), a EDP (-0,54%), a REN (-0,30%), a Sonae (-0,72%) e a Corticeira Amorim (-0,58%). Em contrapartida, o BCP destacou-se com um aumento de 1,46%, seguido pela Mota-Engil e pela NOS, que subiram 0,12% cada, e a Teixeira Duarte, que avançou 0,65%.
Os analistas do Millennium Investment Banking comentam que os dados preliminares de vendas da Jerónimo Martins para o 4.º trimestre estavam em linha com as expectativas, mas a deflação na Polónia gerou desconfiança entre os investidores. O BCP, por outro lado, beneficiou de dois upgrades de avaliação, o que impulsionou a sua valorização.
No panorama europeu, o índice DAX da Alemanha caiu 0,29%, enquanto o CAC francês subiu 0,03% e o IBEX espanhol registou um ganho de 0,28%. As bolsas europeias apresentaram um misto de sentimentos, com a divulgação de dados sobre as exportações e importações da China a trazer algum otimismo no início da sessão. Contudo, a confiança esmoreceu à medida que os investidores se preparavam para os resultados financeiros de vários bancos norte-americanos, como o Bank of America, Wells Fargo e Citigroup.
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Jerónimo Martins Nota: análise relacionada com Jerónimo Martins.
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Fonte: Sapo





