Aumento da taxa de resíduos pode encarecer fatura da água

O Governo anunciou um aumento na Taxa de Gestão de Resíduos (TGR), que será cobrada às entidades gestoras de serviços de água e resíduos. Este aumento refletir-se-á na fatura da água dos consumidores, podendo resultar num encarecimento de até três euros por ano, conforme indicam os cálculos da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR).

A TGR vai aumentar cinco euros por tonelada anualmente, entre 2026 e 2030, passando de 35 euros para 60 euros por tonelada. Este aumento, embora significativo, terá um impacto diferenciado consoante o município. A ERSAR esclarece que a maioria das entidades que gerem resíduos urbanos indexa os seus preços ao serviço de abastecimento de água, o que significa que a relação entre a TGR e as faturas de água não é linear.

As autarquias locais têm a palavra final sobre as atualizações tarifárias, podendo haver variações de um município para outro. Contudo, a Deco Proteste alerta que este aumento estrutural dos custos para as entidades gestoras poderá ser transferido para os consumidores. Em média, a fatura da água de um agregado familiar é de 33,15 euros por mês, e, caso as autarquias decidam refletir na totalidade o aumento da TGR, a fatura poderá subir para 34,40 euros em 2030.

Mariana Ludovino, porta-voz da Deco Proteste, critica a falta de melhorias nos sistemas de recolha e tratamento de resíduos, afirmando que os aumentos da TGR podem levar a uma pressão financeira adicional sobre as famílias, sem garantir uma redução efetiva na deposição em aterro ou um aumento nas taxas de reciclagem. A análise da Deco Proteste revela que, em 2025, a TGR ainda será calculada em função da água consumida em 213 dos 226 municípios analisados, enquanto 74 municípios ainda não aplicam esta taxa.

Leia também  A verdadeira poupança na Black Friday é a proteção financeira

Pedro Pimpão, presidente da Associação Nacional de Municípios, critica a eficácia da TGR, afirmando que não está a cumprir o seu objetivo de desincentivar a deposição de resíduos em aterro. A associação defende uma revisão profunda da taxa, destacando a necessidade de investimento em soluções alternativas ao aterro.

A Deco Proteste considera que, embora o aumento da TGR possa ser justificado para as entidades gestoras, a sua transferência direta para as famílias é injusta. Sem sistemas eficazes que recompensem a separação e reciclagem, este aumento poderá penalizar os consumidores sem promover mudanças de comportamento.

A ERSAR, por sua vez, defende que a TGR visa induzir comportamentos que diminuam a deposição de resíduos em aterro, promovendo a separação e reciclagem. O regulador observa que, em comparação com outros países europeus, taxas ambientais mais elevadas estão associadas a desempenhos ambientais melhores. Assim, acredita que o aumento da TGR poderá ter um impacto positivo no desempenho ambiental em Portugal.

No entanto, a ERSAR sublinha a necessidade de criar mecanismos complementares à TGR, como a indexação das tarifas de resíduos à produção efetiva pelos consumidores e incentivos à separação de resíduos.

Leia também: O impacto das taxas ambientais na fatura da água.

taxa de resíduos taxa de resíduos taxa de resíduos taxa de resíduos taxa de resíduos Nota: análise relacionada com taxa de resíduos.

Leia também: Companhias aéreas podem poupar com redução de peso dos passageiros

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top