Abstenção baixa nas presidenciais: quem decide as eleições?

As eleições presidenciais que se realizam este domingo em Portugal são consideradas as mais disputadas da história democrática do país, com a expectativa de uma taxa de abstenção inferior à registada em 2021, que foi a mais alta de sempre, com 60,8%. De acordo com um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a abstenção nas presidenciais tende a ser influenciada pela competitividade percebida do ato eleitoral. Quando não há um candidato incumbente, a mobilização dos eleitores é geralmente mais elevada.

Os investigadores João Cancela e José Santana Pereira analisaram os padrões de participação e destacaram que a presença de um candidato forte, como é o caso atual, pode levar a uma maior afluência às urnas. A abstenção nas presidenciais, que em 1986 foi de 21,8%, não deverá ser um problema este ano, especialmente após a inscrição de mais de 218 mil eleitores para a votação antecipada.

O estudo revela que os eleitores com 66 anos ou mais são os que mais frequentemente se dirigem às urnas, enquanto os jovens e as classes sociais mais baixas tendem a mostrar menor interesse. A abstenção nas presidenciais é, assim, um fenómeno que afeta desproporcionalmente os menos mobilizados, com apenas 6% dos eleitores assíduos a considerarem que estas eleições têm um impacto direto nas suas vidas, em comparação com 16% dos abstencionistas.

Geograficamente, a participação é mais elevada nas áreas urbanas e costeiras, enquanto as regiões interiores e autónomas, como os Açores, apresentam níveis de abstenção mais altos. A distância até ao local de voto também influencia a decisão de participar, com 79% dos eleitores que residem a menos de 5 minutos das urnas a afirmarem que votam sempre, em contraste com apenas 46% entre aqueles que vivem a mais de 30 minutos.

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Com as previsões meteorológicas a apontarem para um dia de sol, apesar das temperaturas baixas, a expectativa é que a abstenção nas presidenciais se mantenha em níveis baixos. A competitividade e a mobilização dos eleitores serão cruciais para determinar o futuro político do país.

Leia também: O impacto das eleições presidenciais na economia portuguesa.

abstenção nas presidenciais Nota: análise relacionada com abstenção nas presidenciais.

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Fonte: ECO

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