As eleições presidenciais em Portugal, realizadas no último domingo, trouxeram uma “vitória surpresa” para António José Seguro, que irá enfrentar André Ventura na segunda volta marcada para 8 de fevereiro. A imprensa internacional destaca a inesperada ascensão do candidato socialista, que, após uma década afastado da política, conseguiu conquistar 31,14% dos votos, superando as expectativas.
O jornal espanhol El País sublinha que Seguro, “sem grande apoio inicial no seu próprio partido”, conseguiu uma vitória contra todos os prognósticos. A derrota de Luís Marques Mendes, que obteve apenas o quinto lugar, é considerada um “grande revés” para o candidato apoiado pelo atual primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Por sua vez, o El Mundo antecipa que Seguro será o próximo presidente, ao concentrar o voto contra a extrema-direita, representada por Ventura, que obteve 23,48% dos votos. O diário espanhol destaca que esta é a primeira vez que um candidato da direita populista chega à segunda volta das presidenciais em Portugal, refletindo uma viragem radical no panorama político do país.
O La Vanguardia, um dos principais jornais da Catalunha, descreve a situação como um “duro golpe” para Luís Montenegro, enfatizando a “debilidade do candidato” Mendes. Para este jornal, a vitória de Seguro, a não ser que ocorra uma catástrofe, faz dele “o virtual novo presidente de Portugal”, após 20 anos de mandatos conservadores.
Na França, o Le Monde também realça a importância do confronto entre Seguro e Ventura, afirmando que a realização de uma segunda volta reflete as mudanças provocadas pela ascensão da extrema-direita em Portugal. O diário francês observa que, embora Ventura não tenha vencido a primeira volta, ele alcançou um novo patamar na sua trajetória eleitoral.
O Politico, focado em assuntos da União Europeia, destaca a “vitória surpresa” de Seguro, mas também salienta que a capacidade de Ventura de conquistar quase um quarto dos votos é indicativa do “extraordinário” crescimento do Chega em Portugal. Apesar das dificuldades, a taxa de abstenção foi a mais baixa em 20 anos, o que sugere um renovado interesse dos eleitores nas eleições presidenciais.
Enquanto isso, a Reuters destaca que a ascensão de Seguro e Ventura na primeira volta revela um cenário político fragmentado, com um crescente desencanto dos eleitores em relação aos partidos tradicionais. O Der Spiegel, da Alemanha, descreve Ventura como um “populista de direita em ascensão”, embora acredite que ele tenha poucas hipóteses de vencer na segunda volta.
Por fim, o La Nación, da Argentina, menciona a “consolidação” de Seguro e a ascensão do Chega, sublinhando que a disputa entre Seguro e Ventura poderá colocar em risco a estabilidade do governo de Luís Montenegro. A noite eleitoral foi marcada por derrotas significativas para candidatos como Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, que não conseguiram capitalizar o seu apoio.
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Fonte: ECO





