Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal (IL), anunciou que irá votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro. Contudo, a dirigente fez questão de enfatizar que o seu voto é dado “sem entusiasmo”. Em entrevista à SIC Notícias, Leitão sublinhou que, embora opte por Seguro, o partido decidiu não tomar uma posição oficial em relação aos candidatos.
Na primeira volta das eleições, João Cotrim de Figueiredo, candidato da IL, obteve 16,01% dos votos, terminando em terceiro lugar. Após a votação, Cotrim de Figueiredo manteve-se em silêncio sobre a possibilidade de apoiar Seguro ou André Ventura, afirmando que qualquer um dos dois “seria uma péssima escolha”.
Mariana Leitão não poupou críticas a António José Seguro, prevendo que ele possa tornar-se “uma força de bloqueio através de Belém”. A líder da IL rejeita, por outro lado, o “divisionismo e a política através de mentira” que representa o projeto de Ventura. “O resultado da primeira volta mostrou que há um conjunto alargado de pessoas que deixou de votar nos partidos que fazem política de forma tradicional. Estas pessoas estão a dizer que já não se reveem nestes partidos, querem mudanças, reformas”, afirmou.
Além de Mariana Leitão, outros membros da IL já manifestaram o seu apoio a Seguro. O líder da bancada parlamentar, Mário Amorim Lopes, e os deputados Rodrigo Saraiva e Carlos Guimarães Pinto também declararam o seu voto no antigo secretário-geral do PS. Mário Amorim Lopes, em declarações à RTP, frisou que vota “segundo a minha consciência, à frente de interesses pessoais e partidários”, embora tenha deixado claro que a sua posição não vincula o partido.
A Iniciativa Liberal enfrenta, assim, um dilema interno, com a sua líder a expressar uma posição cautelosa e crítica em relação ao candidato que irá apoiar. A falta de entusiasmo de Mariana Leitão em relação a Seguro reflete uma preocupação com a falta de inovação e mudança que muitos eleitores anseiam. Leia também: A análise das eleições presidenciais e o futuro da política em Portugal.
Mariana Leitão Nota: análise relacionada com Mariana Leitão.
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Fonte: ECO





