João Cotrim de Figueiredo, ex-candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), afirmou, em entrevista à SIC Notícias, que não votará em André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais. “Não vou votar em Ventura. Isso é uma certeza”, declarou Cotrim, sem, no entanto, revelar se optará por António José Seguro ou se votará em branco.
Durante a sua intervenção, Cotrim de Figueiredo criticou as opções disponíveis para os eleitores, considerando-as “péssimas para os portugueses”. Afirmou que a escolha se resume a alguém que deseja que Portugal permaneça estagnado e alguém que quer retroceder. Esta análise reflete a insatisfação de muitos cidadãos com a atual situação política.
Além de rejeitar o apoio a Ventura, Cotrim anunciou a criação do Movimento 2031, um projeto cívico e apartidário que visa dar continuidade à participação política dos 900 mil eleitores que apoiaram a sua candidatura. “Queremos que esses votos não fiquem sem um espaço onde possam continuar a participar”, explicou. Na primeira volta das presidenciais, Cotrim obteve 16,01% dos votos, posicionando-se em terceiro lugar.
É importante notar que, apesar de a Iniciativa Liberal ter decidido não apoiar nenhum dos candidatos na segunda volta, várias figuras do partido já manifestaram a sua preferência por António José Seguro, o candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS). Mariana Leitão, líder da IL, afirmou que votará “sem entusiasmo” em Seguro, uma posição que foi acompanhada por outros membros do partido, como Mário Amorim Lopes, Rodrigo Saraiva e Carlos Guimarães Pinto.
Cotrim de Figueiredo já tinha deixado claro, no dia das eleições, que não pretendia “endossar ou recomendar” o voto na segunda volta, reafirmando a sua posição durante a entrevista. A criação do Movimento 2031 poderá ser uma resposta à necessidade de muitos eleitores que buscam alternativas à política tradicional em Portugal.
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Cotrim de Figueiredo Cotrim de Figueiredo Nota: análise relacionada com Cotrim de Figueiredo.
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Fonte: ECO





