O Sindicato dos Inspetores do Trabalho (SIT) decidiu desconvocar a greve que estava agendada para o dia 27 de janeiro, após o Governo ter assumido um compromisso em relação à promoção de cerca de 200 trabalhadores. Esta decisão foi anunciada pela presidente do sindicato, Carla Cardoso, à agência Lusa.
A desconvocação da greve na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) foi aprovada durante uma assembleia geral extraordinária, que teve lugar esta segunda-feira. O objetivo da reunião era discutir a paralisação e as suas implicações. A presidente do SIT explicou que o cancelamento da greve surge após o Governo ter garantido que irá resolver a situação dos inspetores que não foram promovidos, mas que estão em condições de o fazer.
A greve de 24 horas estava prevista para ocorrer dois dias antes do início das negociações entre o sindicato e o Governo sobre a revisão das carreiras. Carla Cardoso sublinhou que o executivo se comprometeu a abordar esta questão nas negociações com o SIT. “Não nos parece de boa-fé iniciar negociações existindo este compromisso do Governo”, afirmou a dirigente sindical, embora tenha deixado a porta aberta para uma nova greve se houver uma “quebra de compromisso” por parte do executivo.
A decisão de desconvocar a greve foi tomada após uma assembleia geral do SIT, realizada a 5 de janeiro, que tinha aprovado a paralisação. O pré-aviso de greve, emitido a 19 de janeiro, exigia a abertura de concursos de promoção para todos os inspetores de trabalho que não foram abrangidos nos últimos processos concursais.
Num comunicado enviado ao Governo, a direção do SIT explicou que a assembleia decidiu desconvocar a greve, tendo em vista o início do processo negocial a 29 de janeiro de 2026. O sindicato espera que, durante estas negociações, se consolidem compromissos que evitem injustiças e discrepâncias entre os inspetores que ainda não foram promovidos, bem como em relação aos restantes inspetores do trabalho.
“Como sempre estivemos de boa-fé negocial, nos termos do protocolo subscrito, esperamos consolidar esses compromissos”, pode ler-se na missiva enviada ao Governo. Esta situação é um reflexo da importância das negociações entre o sindicato e o Governo para garantir condições justas para os inspetores de trabalho.
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Fonte: ECO





