A União Europeia anunciou um novo projeto de apoio da União Europeia a Angola, no valor de 25 milhões de euros, focado na área da justiça e no combate ao branqueamento de capitais. A embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais, fez este anúncio durante um workshop regional dedicado ao fortalecimento da investigação de casos relacionados com o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo na África Austral.
Rosário Bento Pais destacou a importância deste projeto, que visa a digitalização dos processos judiciais, um passo crucial para que Angola possa sair da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (FATF). A diplomata sublinhou que a luta contra a corrupção e o branqueamento de capitais é uma prioridade para a União Europeia, que já tem promovido outros projetos em Angola, como o Projeto de Apoio à Consolidação do Estado de Direito (PACED) e o Projeto de Apoio ao Fortalecimento do Sistema Nacional de Confisco de Ativos (PRO.REAT).
O novo projeto, que será lançado em breve, visa abordar questões como o branqueamento de capitais e os fluxos financeiros ilícitos, além de promover a justiça e a digitalização em colaboração com as autoridades angolanas. Rosário Bento Pais reafirmou o compromisso da União Europeia em apoiar Angola, especialmente em tempos difíceis, onde a transparência e a luta contra o terrorismo são fundamentais.
Por sua vez, o secretário de Estado para o Interior, Arnaldo Carlos, reiterou o compromisso de Angola em implementar os instrumentos das Nações Unidas e seguir as recomendações do GAFI. O governo angolano tem trabalhado para reforçar o seu quadro legal e institucional, capacitar recursos humanos e promover a cooperação com parceiros regionais e internacionais. Arnaldo Carlos enfatizou que sistemas financeiros íntegros são essenciais para o crescimento económico sustentável e para a confiança dos cidadãos e investidores.
O Executivo angolano tem promovido reformas estruturais, focando na coordenação intrainstitucional e na capacitação técnica das forças de segurança e das autoridades judiciárias, com especial atenção à investigação financeira e ao combate aos crimes relacionados. Angola mantém um firme compromisso com os processos de avaliação mútua do Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG), encarando-os como uma oportunidade para fortalecer o seu sistema nacional e consolidar a confiança da comunidade internacional.
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Fonte: Sapo





