À medida que o ano termina, é comum refletir sobre os acontecimentos que nos marcaram. O que realmente nos surpreendeu em 2025? Uma campanha que se destacou foi a da Super Bock, que, sob o lema “porque nem sempre estamos super”, trouxe à tona a importância da humanidade na comunicação. Num mercado saturado de mensagens perfeitas e heroísmos constantes, a marca fez algo diferente: abordou a fragilidade de forma genuína.
A Super Bock não se limitou a comunicar; incentivou a atenção mútua e o cuidado entre as pessoas. Através de uma abordagem de inteligência emocional, a marca ofereceu ferramentas para que os consumidores se tornassem mais conscientes e humanos, sem dramatizar ou fingir que tudo está bem. Este tipo de comunicação é um exemplo claro de como a inteligência emocional pode ser aplicada de forma eficaz.
O início de 2026 promete ser igualmente interessante, com a Skip a lançar uma campanha que aborda temas sensíveis como a menstruação e o desporto, utilizando a visibilidade de atletas portuguesas. Estudos mostram que cerca de 50% das raparigas abandonam a prática desportiva durante a puberdade, muitas vezes devido a tabus e desconfortos. A Skip demonstra que as marcas têm a responsabilidade de usar a sua influência para criar impacto real, normalizando conversas e oferecendo soluções.
A responsabilidade emocional na comunicação implica reconhecer que temas como saúde mental, sustentabilidade e inclusão não são apenas oportunidades de marketing, mas áreas que exigem empatia e ação. Marcas que conseguem alinhar as suas práticas com as suas promessas são as que realmente se destacam. Em vez de se tornarem protagonistas, elas criam espaço para a fragilidade e promovem a escuta ativa.
Para 2026, espera-se que mais marcas portuguesas sigam este caminho: menos superlativos e mais humanidade; menos ruído e mais escuta; menos promessas e mais ação. Afinal, as marcas que perduram não são aquelas que prometem mais, mas sim aquelas que sabem “ler a sala” e dar destaque ao que realmente importa.
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Fonte: ECO





