Sylvain Amic, presidente do Musée d’Orsay, morre aos 58 anos

Sylvain Amic, presidente do Musée d’Orsay em Paris, faleceu repentinamente, aos 58 anos, devido a um ataque cardíaco, no dia 31 de setembro, na sua casa de férias no sul de França. Amic era um fervoroso defensor da democratização da arte e tinha uma sensibilidade especial para a devolução de bens culturais que foram levados para França durante o período colonial. Embora tenha estado apenas 16 meses à frente do museu, o seu impacto foi significativo, especialmente através de programas que visavam atrair um público mais jovem.

No ano passado, o Musée d’Orsay recebeu 3,7 milhões de visitantes, destacando-se por reunir uma vasta gama de expressões artísticas de um período fértil entre 1848 e 1914. O museu é conhecido por albergar obras de grandes mestres como van Gogh, Monet e Renoir. Sob a liderança de Sylvain Amic, foi implementado um programa inovador que permitiu a circulação de obras do museu por todo o país, com um foco especial nas questões relacionadas com as alterações climáticas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou as suas condolências na rede social X, elogiando o empenho de Amic em tornar a arte acessível a todos. Christophe Leribault, seu antecessor e atual diretor do Castelo de Versalhes, descreveu-o como uma pessoa afável e dinâmica. A ministra da Cultura francesa, Rachida Dati, que o nomeou para o cargo, referiu-se a Amic como “uma mente aberta e criativa”.

Nascido a 26 de abril de 1967 em Dakar, Senegal, Sylvain Amic seguiu os passos dos seus pais, que eram professores, e lecionou numa escola francesa na Gâmbia antes de se tornar diretor da mesma. A sua formação na África subsariana moldou a sua sensibilidade em relação à devolução de obras de arte que foram retiradas do continente durante o colonialismo. Amic foi um defensor ativo da criação de leis em França que promovem a restituição de bens culturais.

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Após 11 anos à frente dos Museus de Rouen, Amic concretizou o seu sonho de dirigir o Musée d’Orsay. Em janeiro deste ano, numa entrevista ao jornal “Le Monde”, destacou a necessidade de o museu oferecer uma programação mais estimulante para o público jovem. Ele acreditava que o museu deveria ser um “ativo nacional” e que a arte deveria ser descentralizada, permitindo que mais pessoas tivessem acesso a ela.

“Temos de ser capazes de acolher todas as pessoas, independentemente do seu background, e mostrar que o século XIX é a matriz do mundo contemporâneo”, afirmou Amic na mesma entrevista. O seu legado no Musée d’Orsay será lembrado por muitos, e a sua visão para a arte continuará a inspirar futuras gerações.

Leia também: O impacto da democratização da arte na cultura contemporânea.

Sylvain Amic Sylvain Amic Nota: análise relacionada com Sylvain Amic.

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Fonte: Sapo

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