Governo inicia reuniões construtivas sem parceiros preferenciais

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, expressou a sua satisfação pelo início das reuniões com os partidos Chega, Livre e Iniciativa Liberal (IL), que ocorreram numa atmosfera “séria e construtiva”. Durante uma conferência de imprensa no Parlamento, o governante sublinhou que o Governo não possui parceiros preferenciais e está aberto a negociar com todos os grupos parlamentares.

“Estas reuniões foram um início feliz, porque decorreram num clima sério e de grande credibilidade”, afirmou Amorim. As discussões centraram-se em temas cruciais para o país, incluindo o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), a Lei de Estrangeiros, a Lei da Nacionalidade, a criação de freguesias e a situação na Palestina.

O ministro reiterou a intenção de manter um “clima de responsabilidade” nas próximas reuniões e assegurou que não haverá qualquer lógica de preferência nas negociações. “Vamos negociar com todos os grupos parlamentares, não existem parceiros preferenciais para o Orçamento que o Governo tenha alinhavado”, declarou.

Por outro lado, o Chega manifestou o seu desejo de ser o parceiro preferencial do Governo. A deputada Rita Matias afirmou que o partido está atento e disponível para colaborar, argumentando que a maioria expressa dada pelos portugueses nas eleições de 18 de maio legitima essa posição.

Nas reuniões, que contaram com a presença do ministro das Finanças, o Executivo apresentou as linhas gerais das suas opções de política para o OE2026. Segundo os partidos, o Governo mantém a previsão de um excedente orçamental para este e o próximo ano, um crescimento económico em torno de 2%, uma taxa de inflação ligeiramente acima de 2% e um rácio da dívida pública abaixo de 90% do PIB em 2026.

O programa eleitoral da AD – Coligação PSD/CDS-PP previa um crescimento da economia de 2,4% este ano e de 2,6% no próximo, além de um excedente orçamental de 0,3% em 2025 e de 0,1% em 2026, com um rácio da dívida pública de 91% em 2025 e de 87,2% em 2026.

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A próxima reunião está agendada com o Partido Socialista e ocorrerá na sexta-feira, novamente no Parlamento. Leia também: O que esperar do OE2026?

Governo Nota: análise relacionada com Governo.

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Fonte: ECO

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