BE propõe travar aumento das propinas no OE2026

O Bloco de Esquerda (BE) anunciou que irá apresentar uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado para 2026, com o objetivo de travar o aumento das propinas no ensino superior. A ex-deputada Joana Mortágua, em declarações aos jornalistas no parlamento, referiu que este aumento representa um “ajuste de contas” que prejudica os estudantes e as suas famílias.

Mortágua sublinhou que o BE está determinado a impedir esta mudança no modelo de financiamento do ensino superior, que considera elitista e onerosa para as famílias. “Desafiamos todos os partidos a votarem a favor desta proposta e a travarem o aumento das propinas em Portugal”, afirmou. A dirigente do BE destacou que o custo de vida elevado e as despesas com alojamento estudantil já pesam significativamente no orçamento familiar, tornando o acesso ao ensino superior ainda mais difícil.

A proposta surge num contexto em que os estudantes enfrentam dificuldades crescentes para ingressar no ensino superior. Joana Mortágua criticou o Governo por reverter progressos feitos na redução das propinas, que tinham sido uma conquista da esquerda, e por querer implementar um modelo de financiamento que, segundo ela, contraria a ideia de um ensino superior democrático e acessível a todos.

Além disso, Mortágua alertou que o aumento das propinas está ligado a uma alteração do modelo de financiamento do ensino superior, o que já motivou promessas de mobilização por parte dos estudantes. O Governo anunciou que, a partir do ano letivo de 2026/2027, irá descongelar o valor das propinas, que não sofre alterações desde 2020, aumentando-as de 697 para 710 euros. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, também revelou que as propinas de licenciatura serão atualizadas com base na taxa de inflação de 2025.

Leia também  Pressões para admissões ilegais na Faculdade de Medicina do Porto

A proposta do BE visa, assim, não apenas travar o aumento das propinas, mas também garantir que o acesso ao ensino superior continue a ser uma realidade para todos os estudantes, independentemente da sua situação económica. “É fundamental que o ensino superior seja acessível e que não se torne um fardo financeiro para as famílias”, concluiu Mortágua.

Leia também: O impacto do aumento das propinas no acesso ao ensino superior.

Leia também: Estudantes da Nova de Lisboa protestam contra aumento das propinas

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top