A relação entre os Estados Unidos e Portugal remonta a séculos, sendo um dos primeiros países a reconhecer a independência americana. Recentemente, um diplomata norte-americano, Douglas A. Koneff, chargé d’Affaires da Embaixada dos EUA em Lisboa, destacou a importância de focar no futuro da parceria, ignorando as tensões geopolíticas recentes.
Durante um evento que celebrou os 75 anos da câmara de comércio luso-americana (AmCham), Koneff afirmou: “Esqueçam o ruído, vamos focar-nos no que interessa, no futuro que estamos a moldar lado a lado.” Ele sublinhou que a amizade entre os dois países não pode ser medida em dias, mas sim em anos de cooperação e respeito mútuo.
O diplomata reconheceu que, apesar das dificuldades que a relação transatlântica possa enfrentar, ela continua a ser dinâmica e cheia de oportunidades. Koneff mencionou o centro de dados em Sines, um investimento significativo dos EUA que, quando concluído, terá mais potência do que todos os centros de dados de Espanha juntos. Este projeto é um exemplo claro do potencial de investimento dos EUA em Portugal.
Além disso, a startup portuguesa Sword Health, avaliada em 4 mil milhões de dólares, está a fazer ondas no mercado norte-americano ao utilizar inteligência artificial para transformar a área da saúde. O diplomata também destacou investimentos de empresas como Hovione, Sodecia e TMG nos EUA, que têm criado centenas de empregos.
Em contrapartida, os investimentos norte-americanos em Portugal estão a crescer, com uma previsão de 2,4 mil milhões de euros para 2024, tornando os EUA o maior investidor fora da União Europeia. Koneff também mencionou o aumento do turismo norte-americano, com mais de 2,5 milhões de turistas a visitarem Portugal em 2025, gastando cerca de três mil milhões de euros.
O diplomata não deixou de referir a comunidade portuguesa na Venezuela, afirmando que os EUA estão cientes dos 500 mil portugueses que lá residem e que estão dispostos a apoiar o governo português em várias frentes.
Koneff encerrou o seu discurso recordando uma experiência da sua carreira diplomática que ilustra a importância da confiança nas relações internacionais. Ele enfatizou que a relação entre os EUA e Portugal vai além de tratados e estatísticas comerciais, sendo fundamentada em valores partilhados e na capacidade de resistir ao tempo.
Leia também: O impacto do investimento estrangeiro na economia portuguesa.
EUA-Portugal EUA-Portugal EUA-Portugal EUA-Portugal EUA-Portugal Nota: análise relacionada com EUA-Portugal.
Leia também: O que queremos encontrar nas ruas das nossas cidades?
Fonte: Sapo





