A Lusomorango, a maior organização de produtores de pequenos frutos em Portugal, está a enfrentar uma situação crítica. Os 40 produtores associados da região de Odemira já contabilizam prejuízos superiores a 10 milhões de euros, resultado do impacto severo da depressão Kristin. A situação poderá agravar-se nos próximos dias, com a previsão de mais mau tempo.
A organização alerta que a capacidade produtiva dos seus membros poderá ter uma perda entre 50% a 70%. A destruição de infraestruturas agrícolas, sistemas de rega e outros equipamentos essenciais à produção está a comprometer gravemente a atividade agrícola na região. Joel Vasconcelos, presidente executivo da Lusomorango, fez um apelo ao Governo, solicitando que Odemira e outras áreas afetadas sejam incluídas nas medidas de apoio anunciadas.
“É fundamental que o Governo considere a gravidade da situação em Odemira e em outros territórios do país”, afirma Vasconcelos. O executivo decretou uma situação de calamidade em 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode chegar até 2,5 mil milhões de euros. No entanto, a Lusomorango defende que é urgente garantir que os produtores de Odemira tenham acesso a estas ajudas.
A produção de frutos como amoras, mirtilos e framboesas é crucial não apenas para os agricultores, mas também para a economia local e nacional. Os milhares de empregos gerados por esta atividade estão em risco, e a situação exige uma resposta rápida e eficaz por parte das autoridades.
A Lusomorango, criada em 2005, tem um papel fundamental na produção e comercialização de pequenos frutos em Portugal. A sua atuação é vital para o setor agrícola, e a organização espera que a situação atual não comprometa o futuro da fileira de pequenos frutos.
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Lusomorango Nota: análise relacionada com Lusomorango.
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Fonte: ECO





