Cheias no Douro: Alerta para nova inundação esta semana

A situação do rio Douro permanece sob vigilância, com previsões de que as cheias possam voltar a afetar as margens esta semana. Pedro Cervaens, comandante adjunto da Capitania do Douro, afirmou que, apesar de o nível das águas estar “equilibrado”, a atenção deve ser mantida devido à possibilidade de novas inundações.

Na última sexta-feira, o Douro já tinha inundado zonas como Miragaia e Ribeira, no Porto, e Afurada, em Vila Nova de Gaia. Cervaens destacou que, se a chuva persistir, é provável que a água atinja novamente a margem, especialmente em Miragaia. O comandante referiu que, atualmente, as marés estão baixas, o que proporciona uma “almofada” para o caudal, mas não garante a segurança das áreas ribeirinhas.

O município do Porto ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), que estará em vigor até às 23:59 de domingo. Este plano foi implementado após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido ao elevado risco de cheias e inundações. Vila Nova de Gaia também ativou o seu PMEPC, conforme um despacho publicado na autarquia.

A Capitania do Douro emitiu um alerta vermelho devido ao mau tempo, que inclui chuva intensa, vento e agitação marítima. Seis distritos do Norte e Centro de Portugal, nomeadamente Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga, estarão sob aviso laranja na terça-feira, devido à previsão de chuva persistente e forte. Outros distritos, como Bragança e Guarda, também estarão sob aviso amarelo.

A meteorologista Alexandra Fonseca explicou que a chuva intensa é resultado de um fenómeno conhecido como “rio atmosférico”, que traz um fluxo contínuo de vapor de água do Atlântico, prolongando o mau tempo. Este fenómeno pode resultar em dias consecutivos de chuva, o que aumenta o risco de cheias no Douro e noutras regiões.

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A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) aconselha a população a evitar atividades perto de rios e do mar, e a ter cuidado ao circular em áreas arborizadas. A condução deve ser defensiva, com atenção especial à formação de lençóis de água nas estradas.

Desde o final de janeiro, Portugal tem enfrentado várias depressões, que resultaram em 15 mortes e centenas de feridos e desalojados. As consequências incluem a destruição de infraestruturas, o fecho de estradas e serviços, e a interrupção de fornecimentos essenciais. O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio que podem chegar a 2,5 mil milhões de euros.

Leia também: O impacto das cheias na economia local e as medidas de recuperação.

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Fonte: ECO

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