A Unimadeiras manifestou, esta quarta-feira, a sua total disponibilidade para colaborar na recuperação das regiões que sofreram com o mau tempo, sublinhando a necessidade de uma melhor articulação com o Governo. O grupo, que é o maior em gestão florestal certificada em Portugal, já tinha expressado anteriormente essa intenção, mas sem obter resposta.
Em comunicado, a Unimadeiras destacou que possui uma capacidade instalada no território que a torna apta a apoiar as ações de resposta emergente e mitigação. O grupo mostrou-se pronto para participar de forma voluntária e eficaz no esforço de recuperação das áreas mais afetadas pelas recentes tempestades que assolaram o país.
Com uma rede de parceiros e acionistas composta por produtores florestais, a Unimadeiras tem os meios técnicos e operacionais necessários para atuar em situações de emergência. O grupo está preparado para realizar tarefas que vão desde a limpeza de áreas afetadas até a remoção de material lenhoso derrubado, estabilização de acessos e redução de riscos subsequentes.
Além disso, a Unimadeiras enfatiza a sua capacidade de auxiliar as populações nas áreas urbanas e semiurbanas mais impactadas, especialmente na remoção de destroços. “A nossa intervenção será sempre construtiva e orientada para a solução. Temos uma rede de comunicação direta com 725 empresários florestais, o que nos confere uma capacidade operacional que não pode ser ignorada”, afirmou a empresa.
O grupo também se dedica à promoção de boas práticas de gestão florestal, que, segundo a Unimadeiras, contribuem indiretamente para a mitigação do risco de catástrofes, como os incêndios florestais, através de uma gestão responsável do território e da biomassa florestal.
Nuno M. Pinto, diretor de Sustentabilidade e Inovação da Unimadeiras, salientou que desconsiderar o potencial do grupo é excluir uma parte importante do processo de resposta e planeamento no território, o que pode prejudicar a eficácia das soluções a implementar. O grupo também mencionou que alguns dos seus parceiros já manifestaram a sua disponibilidade junto de entidades competentes, mas ainda não receberam qualquer resposta.
“Num momento tão crítico para o país, especialmente para o interior, é essencial que as organizações com presença efetiva no terreno e com capacidade operacional sejam vistas como ativos estratégicos”, defendeu Pinto. Ele reforçou a necessidade de uma articulação com entidades como a Unimadeiras para garantir uma resposta mais eficaz e coordenada, ancorada no conhecimento local.
Pinto acrescentou que não é útil atribuir responsabilidades diretas à Proteção Civil ou a outros organismos, mas sim apoiar o poder local e central da melhor forma, sem desconsiderar a mais-valia de um grupo com a experiência da Unimadeiras.
Desde 28 de janeiro, Portugal registou quinze mortes devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram centenas de feridos e desalojados. As consequências do mau tempo incluem a destruição de casas, empresas e infraestruturas, quedas de árvores, fechos de estradas e interrupções nos serviços essenciais. As regiões mais afetadas incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e o Alentejo. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio que podem chegar a 2,5 mil milhões de euros.
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Fonte: Sapo





