Letta defende mercado único na UE como resposta a Trump

O ex-primeiro-ministro italiano Enrico Letta afirmou que a única forma eficaz de responder à política protecionista do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é a criação de um “mercado verdadeiramente único” na União Europeia (UE). Durante um retiro informal do Conselho Europeu, Letta sublinhou a necessidade de passar de 27 mercados nacionais para um único mercado integrado.

“Precisamos de integrar o mercado único e avançar para um mercado verdadeiramente único. A única resposta eficaz ao que Trump está a fazer contra a Europa é a integração total”, declarou Letta. O antigo líder italiano fez estas declarações após uma reunião com os líderes da UE, onde se discutiu a competitividade do bloco europeu.

Letta recordou que, em 1992, a Europa já tinha dado um passo importante ao passar de um mercado comum para um mercado único. Agora, segundo ele, é tempo de concluir esse processo, integrando setores como a energia, telecomunicações e criando uma União da Poupança e do Investimento. “Se não houver uma forte integração dos mercados financeiros, será impossível a UE ser suficientemente competitiva”, alertou.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, elogiou a contribuição de Letta, destacando o seu profundo conhecimento e a importância do debate sobre a competitividade na UE. O ex-primeiro-ministro italiano também apresentou um relatório que sugere a criação de uma dívida conjunta, com planos de reembolso claros e apoio do Banco Europeu de Investimento para financiar investimentos em segurança e defesa.

Os líderes europeus, que se reuniram na Bélgica, discutiram formas de aumentar a competitividade e o crescimento económico da UE, num contexto de crescente divisão entre os Estados-membros. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, não participou no encontro devido a uma situação de calamidade em Portugal, sendo representado pelo primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

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Durante o encontro, António Costa promoveu debates sobre como reforçar o mercado único, reduzir dependências económicas e aumentar a competitividade da UE. O objetivo é combater a falta de investimento e inovação, diversificar o fornecimento energético e reforçar a segurança económica, especialmente em relação à China e aos Estados Unidos.

As reformas discutidas incluem a simplificação administrativa, que poderia gerar poupanças de 15 mil milhões de euros por ano, a remoção de barreiras no mercado único e a atração de investimento. A UE continua a ser o maior bloco comercial do mundo, representando 15,8% do comércio global em 2024.

Leia também: O futuro da competitividade na UE e as suas implicações.

mercado único Nota: análise relacionada com mercado único.

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Fonte: ECO

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