A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) expressou a sua profunda preocupação e indignação face ao encerramento do Jornal de Letras, uma publicação que, ao longo de 45 anos, se afirmou como um espaço vital para a liberdade intelectual e a divulgação cultural. Para a Fenprof, o fecho deste jornal representa uma “perda irreparável para a Cultura e para a Educação” em Portugal.
O Jornal de Letras, que pertence ao grupo Trust in News, foi um dos poucos periódicos a oferecer, de forma regular, conteúdos culturais de alta qualidade. A Fenprof sublinha que a sua ausência priva a sociedade de um recurso fundamental para o acesso à informação, promoção da leitura e fomento do pensamento crítico. “O desaparecimento deste jornal é uma perda inestimável para a reflexão crítica e para a educação”, afirmam os representantes da Fenprof.
Além disso, muitas escolas utilizavam o Jornal de Letras como um recurso pedagógico, tanto para docentes como para alunos. O encerramento do jornal, portanto, não afeta apenas os seus leitores habituais, mas também a comunidade escolar, que perde um suporte essencial para a valorização da cultura e do conhecimento.
A Fenprof associou-se à voz de muitos intelectuais e cidadãos que pedem uma solução que permita reverter esta situação. “É urgente mobilizar vontades que se reúnam em torno de um projeto que assegure a continuidade do Jornal de Letras”, afirmam, destacando que a cultura e a educação em Portugal não podem prescindir de um espaço de liberdade crítica e de divulgação cultural como este.
A Fenprof também expressou solidariedade com os trabalhadores do Jornal de Letras, que enfrentam salários em atraso, mas que continuaram a produzir edições na esperança de que a situação se resolvesse. O encerramento do “JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias” marca, assim, o fim de uma era de 45 anos de publicação ininterrupta, deixando um vazio significativo no panorama cultural português.
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Fonte: Sapo





