A Fundação Gulbenkian, um dos principais centros culturais de Lisboa, prepara-se para dar início à sua nova temporada no dia 7 de setembro, às 18h30, na maior clareira do Vale do Silêncio, na freguesia dos Olivais. O evento contará com a apresentação do Coro e da Orquestra da Fundação Gulbenkian, sob a direção do maestro Pedro Neves, que irá interpretar um repertório festivo com obras de compositores renomados como Wagner, Strauss, Verdi e Chostakovitch, além de Copland e Morricone.
Esta temporada marca a transição da direção artística de Risto Nieminen para o sueco Fredrik Andersson. O programa inclui grandes obras sinfónicas, com a participação de maestros de destaque na atualidade, como Hannu Lintu, Sofi Jeannin, Giancarlo Guerrero, Jukka-Pekka Saraste e Juanjo Mena. A Fundação Gulbenkian promete mais de uma centena de espetáculos, consolidando o Coro e a Orquestra como pilares fundamentais da programação.
Entre os artistas a destacar, encontram-se Mitsuko Uchida, Christian Zacharias, Alexander Melnikov, Piotr Anderszewski e Javier Perianes, além de Isabelle Faust e Peter Mattei. Os ciclos de Piano, Grandes Intérpretes e Música de Câmara trarão performances de excelência, com a presença de virtuosos como Grigory Sokolov, András Schiff e Elisabeth Leonskaja. Um dos momentos altos da temporada será a apresentação de “Il combattimento di Tancredi e Clorinda”, de Monteverdi, marcada para o dia 13 de outubro.
Em outubro, a Orquestra Gulbenkian interpretará a 8.ª Sinfonia de Chostakovitch, com Amihai Grosz na viola. O pianista japonês Mao Fujita, uma revelação internacional, fará a sua estreia em Portugal, apresentando obras de compositores como Beethoven e Liszt.
A mensagem de tolerância e união continua a ser promovida pelo consagrado músico Jordi Savall, que regressa à Gulbenkian a 22 de fevereiro com o projeto “Um Diálogo de Almas”. Este projeto reúne músicos de diferentes tradições religiosas em torno da música do Mediterrâneo e do Oriente. No Ciclo de Música de Câmara, será interpretado o “Quarteto para o Fim dos Tempos”, de Olivier Messiaen, no dia 7 de abril, uma obra escrita durante a Segunda Guerra Mundial.
O século XX será também celebrado com um ciclo de concertos de entrada livre, em homenagem ao centenário do nascimento do compositor francês Pierre Boulez. O ciclo “Músicas do Mundo” levará o público numa viagem musical que inclui desde as Memórias do Afeganistão até à Música Tradicional Persa.
Para os amantes da ópera, a Fundação Gulbenkian transmitirá uma seleção de produções da Metropolitan Opera de Nova Iorque, incluindo clássicos como “La Bohème” e “Tristão e Isolda”.
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Fundação Gulbenkian Nota: análise relacionada com Fundação Gulbenkian.
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Fonte: Sapo





