O poder de compra das famílias em Portugal continua a ser um dos mais baixos da União Europeia, segundo um estudo recente da Pordata. Este relatório analisa a situação do país em quatro áreas principais: população, economia, custo de vida e rendimentos, energia e ambiente.
Apesar de Portugal ter um custo de vida abaixo da média europeia, a realidade é que o poder de compra das famílias portuguesas permanece preocupante. O estudo revela que, entre 2020 e 2024, Portugal e a Grécia foram os países que registaram os maiores aumentos no custo da habitação, enquanto a Finlândia se destacou pela redução dos preços.
Em comparação com outros países da UE, o poder de compra em Portugal é significativamente inferior. Por exemplo, no Luxemburgo, onde o custo de vida é o mais elevado, o salário médio bruto atinge os 6.914,1 euros por mês, quase três vezes superior ao salário médio em Portugal, que é de 2.068,2 euros. Esta disparidade revela a dificuldade das famílias portuguesas em adquirir bens essenciais, como alimentos, em comparação com outras nações europeias.
No que diz respeito ao crescimento económico, Portugal teve um desempenho notável, com o PIB per capita a aumentar 40% em valor nominal entre 2020 e 2024, posicionando-se como o sexto maior aumento da UE. No entanto, a produtividade do trabalho em Portugal é uma das mais baixas da União Europeia, com cada trabalhador a contribuir com 47,7 mil euros para o PIB, um valor que fica muito aquém do que se verifica na Irlanda.
Em termos de dívida pública, Portugal apresenta uma melhoria, com uma redução para 94,9% do PIB em 2024. Apenas cinco países da UE têm uma dívida pública superior ao PIB, o que é um dado positivo para a economia nacional.
Outro ponto a destacar é o envelhecimento da população. Portugal é o segundo país mais envelhecido da UE, apenas atrás da Itália. Este fenómeno tem implicações significativas para o mercado de trabalho e para a educação, uma vez que a população em idade ativa em Portugal é menos escolarizada em comparação com outros países.
Por outro lado, Portugal tem sido um destino atrativo para estrangeiros, liderando o crescimento na entrada de imigrantes. Entre 1986 e 2025, a população residente em Portugal aumentou 7,2%, refletindo a crescente diversidade do país.
Em termos de produção de energias renováveis, Portugal destaca-se como um dos líderes na UE, com mais de 90% da sua energia proveniente de fontes renováveis. Este dado é encorajador, especialmente num contexto em que a redução das emissões de gases com efeito de estufa é uma prioridade global.
Em suma, embora Portugal tenha um custo de vida relativamente baixo, o poder de compra das suas famílias continua a ser um desafio. A combinação de um mercado de trabalho menos produtivo e um envelhecimento populacional acentua a necessidade de políticas que promovam uma melhoria nas condições económicas.
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poder de compra Nota: análise relacionada com poder de compra.
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Fonte: Sapo





