A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), sob a presidência de Pedro Proença, anunciou a definição dos Estados Unidos, dos países da lusofonia e da Arábia Saudita como mercados estratégicos. Esta decisão faz parte de um plano estratégico apresentado recentemente, que visa transformar o futebol português até 2036, em colaboração com a consultora EY.
O plano, que se estende de 2024 a 2036, é estruturado em dez eixos estratégicos. Entre eles, destacam-se a nova era de governação, a reforma da disciplina e justiça, a valorização da marca FPF, a preparação para o Mundial de 2030, a promoção do futebol feminino, a modernização da arbitragem, a sustentabilidade e competitividade, a criação de uma plataforma de conhecimento e inovação, o desenvolvimento das seleções de excelência e a aproximação da Federação à comunidade.
A FPF pretende, através da valorização da sua marca, aumentar a sua presença em mercados como o norte-americano, árabe e lusófono. O objetivo é que a FPF se torne a quinta maior marca desportiva do mundo. Até 2036, a meta é alcançar 70 milhões de euros em receitas provenientes de patrocínios, licenciamentos e merchandising.
Um dos pontos centrais do plano é a exportação da conferência Portugal Football Summit, que terá lugar semestralmente, com o intuito de promover o futebol português internacionalmente, focando especialmente nos mercados estratégicos definidos.
Cristiano Ronaldo também desempenha um papel importante nesta estratégia. Pedro Proença acredita que a marca CR7 está intrinsecamente ligada ao futebol português e espera que ambas as marcas possam colaborar nos próximos anos.
Além da internacionalização, a FPF está atenta à sustentabilidade e competitividade do futebol em Portugal. A redução de custos, incluindo impostos como o IVA, IRS e IRC, é uma das prioridades da Federação. Segundo a FPF, esses custos consomem recursos essenciais e limitam a capacidade de investimento das estruturas desportivas.
Na época 2024/25, a indústria do futebol contribuiu com mais de 662 milhões de euros para o PIB nacional e pagou 268 milhões de euros em impostos. A FPF considera que a pressão dos custos de contexto, aliada à necessidade de rever o modelo de financiamento do futebol em Portugal, agrava a situação financeira de muitos clubes.
Para enfrentar esses desafios, a FPF pretende apoiar os seus associados na busca de soluções que fortaleçam a resiliência financeira, como candidaturas a fundos comunitários e apoio ao futebol não profissional, financiado pelas receitas da centralização dos direitos audiovisuais.
A FPF continua a enfatizar a importância da redução dos custos que pesam sobre clubes e associações, utilizando a sua influência política para promover mudanças. Pedro Proença sublinha a necessidade de rever a taxa máxima de IVA, que limita a competitividade do futebol português, e lamenta o fim do programa Regressar, que oferecia benefícios fiscais a jogadores que retornavam a Portugal.
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Fonte: Sapo





