EUA defendem F-35 como melhor opção para a Força Aérea Portuguesa

Na renovação da frota de caças da Força Aérea Portuguesa, os Estados Unidos são considerados o “melhor parceiro”, com o F-35 da Lockheed Martin a ser apontado como a solução mais viável. Esta afirmação foi feita por John Arrigo, embaixador dos EUA em Lisboa, durante uma entrevista ao podcast “Transatlantic Talks”, uma colaboração entre o ECO e a Câmara de Comércio Americana em Portugal.

Arrigo elogiou Portugal por ter atingido 2% do seu PIB em despesas com defesa este ano, sublinhando a importância deste investimento. “Estamos prontos para ajudar Portugal na renovação da sua frota de F-16, que está a envelhecer. O F-35 é, sem dúvida, o caminho a seguir”, afirmou o embaixador. Ele destacou ainda a capacidade da Lockheed Martin em produzir e entregar os caças a tempo, expressando entusiasmo por fechar este negócio.

António Martins da Costa, presidente da AmCham Portugal, corroborou a visão de Arrigo, notando um aumento do interesse de empresas americanas no setor de defesa em Portugal. “Estamos a ver mais investidores americanos na área da defesa e segurança a estabelecer parcerias com empresas portuguesas. Este setor é crucial para o desenvolvimento de negócios em Portugal”, disse Martins da Costa.

No entanto, o processo de renovação da frota de caças ainda está em fase inicial. No final do ano passado, Nuno Melo, ministro da Defesa, indicou que a proposta de renovação ainda não tinha avançado. Portugal apresentou uma proposta para o programa SAFE à Comissão Europeia, focando-se na renovação de outros equipamentos militares, como fragatas. Os caças não foram incluídos na fatia de 5,8 mil milhões de euros garantidos pelo empréstimo, com o primeiro pagamento de 876 milhões de euros previsto para março.

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A Lockheed Martin enfrenta a concorrência da SAAB e do consórcio Eurofighter, que também estão a tentar estabelecer parcerias com a indústria portuguesa. Este cenário ocorre num contexto de tensões entre a Europa e os EUA, especialmente em relação à compra de equipamentos militares. Bruxelas tem incentivado os Estados-Membros a optarem por equipamentos europeus, visando fortalecer a indústria de defesa do continente e garantir maior autonomia.

Os EUA já alertaram que, caso a Europa mantenha essa postura, poderão implementar medidas protecionistas nas aquisições militares. A relação entre os dois lados do Atlântico continua a ser um tema de grande relevância, especialmente no que diz respeito à segurança e defesa.

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F-35 F-35 F-35 Nota: análise relacionada com F-35.

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Fonte: ECO

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