APED apoia EuroCommerce na defesa do mercado único da UE

A APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) manifestou o seu apoio ao apelo da EuroCommerce, a associação europeia do retalho e comércio por grosso, à Comissão Europeia. O objetivo é proteger o mercado único da União Europeia contra a aplicação extraterritorial de legislações nacionais, um fenómeno que pode comprometer a sobrevivência das alianças retalhistas europeias e o poder de compra dos consumidores.

A APED argumenta que as alianças de retalho são fundamentais para oferecer aos consumidores uma maior variedade de produtos a preços competitivos. Estas alianças permitem que retalhistas e grossistas negociem melhores condições com grandes fabricantes, tanto para produtos alimentares embalados como para itens não alimentares, como cosméticos e produtos de higiene. Ao superar as restrições territoriais de abastecimento (TSC) impostas por marcas globais, as alianças ajudam os consumidores a beneficiar das vantagens do mercado único.

Recentemente, a questão ganhou destaque após a pesada multa imposta pelas autoridades francesas à Eurelec, uma aliança de retalho com sede em Bruxelas. Esta sanção resultou do facto de a Eurelec ter continuado a negociar com fornecedores após o prazo de 1 de março, uma exigência da legislação francesa que a EuroCommerce e a APED consideram uma aplicação extraterritorial abusiva. Para estas associações, a penalização de uma entidade baseada na Bélgica por leis de outro Estado-membro coloca em risco o princípio da livre circulação de bens e serviços, um dos pilares do mercado único.

As alianças europeias vão além da logística, funcionando como ferramentas essenciais para manter o equilíbrio do mercado. A APED destaca três pilares fundamentais para a sua existência: a garantia de preços competitivos, que permite aos retalhistas negociar em conjunto contra o poder de mercado dos grandes fabricantes; o combate às TSC, que impede que marcas globais imponham barreiras geográficas e preços diferenciados; e a preservação da escolha do consumidor, assegurando que a diversidade de produtos nas prateleiras não seja sacrificada em prol de monopólios de distribuição.

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A APED apela à Comissão Europeia para que atue como guardiã dos tratados, evitando que legislações nacionais fragmentem o mercado comum. Em tempos de pressão inflacionista, a associação sublinha que proteger estas alianças é, acima de tudo, proteger o bolso dos cidadãos.

Leia também: O impacto das alianças de retalho na economia europeia.

mercado único mercado único Nota: análise relacionada com mercado único.

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Fonte: Sapo

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