Risco de incêndios aumenta nas zonas afetadas pela depressão Kristin

O investigador Akli Benali alertou para o aumento do risco de incêndios nas zonas da região centro de Portugal que foram severamente afetadas pela depressão Kristin. Esta tempestade derrubou milhões de árvores e vegetação florestal, criando um cenário propício para incêndios, especialmente durante o verão.

Um mês após a passagem da depressão Kristin, que teve um impacto significativo nas áreas de Leiria e no pinhal interior, Benali sublinha a necessidade de um “levantamento rigoroso” sobre as consequências das tempestades. “É fundamental conhecer a extensão geográfica e a magnitude das quedas de árvores”, afirmou, destacando a evidente “perda de biodiversidade” que já se faz sentir, principalmente devido à incapacidade dos solos em absorver a água das chuvas recentes.

O investigador identificou dois perigos principais. O primeiro é a necessidade de limpar os acessos florestais, que estão obstruídos por árvores caídas. “Este é um problema relativamente simples de resolver. É necessário colocar máquinas no terreno para abrir caminho e remover a biomassa que impede a passagem”, explicou. Assim que os acessos forem limpos, a manutenção da floresta poderá ser realizada, o que é crucial para prevenir o risco de incêndios.

O segundo perigo é a acumulação de biomassa nos povoamentos florestais, que aumenta a carga de combustível disponível para possíveis incêndios. “Estamos a criar um cenário problemático, especialmente se ocorrer um incêndio na região”, alertou Benali. Além disso, as chuvas intensas que ocorreram recentemente saturaram os solos, o que pode agravar a situação. “Se houver mais chuva na primavera, isso pode resultar em um aumento da vegetação, pois as plantas precisam de água, nutrientes e radiação solar para crescer”, acrescentou.

Benali recordou que o ano passado foi especialmente complicado em termos de incêndios, devido a uma primavera chuvosa. Para ele, este é um momento oportuno para repensar a gestão do território. “Qualquer acontecimento drástico pode ser um catalisador para agirmos de forma diferente”, disse, enfatizando a importância de identificar os proprietários das terras como uma prioridade na gestão florestal.

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A depressão Kristin não afetou apenas a flora, mas também teve um impacto significativo na vida das pessoas. Mais de um milhão de habitantes da região centro, especialmente em Leiria e Santarém, sentiram as consequências, com danos em infraestruturas públicas e privadas, incluindo casas e redes de comunicação e eletricidade.

Leia também: a importância da gestão florestal na prevenção de incêndios.

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Fonte: Sapo

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