Os depósitos de particulares em Portugal registaram um crescimento de 4,2% em janeiro, totalizando 200,7 mil milhões de euros, de acordo com os dados mais recentes do Banco de Portugal. Este aumento representa o ritmo mais baixo de crescimento em quase dois anos, sinalizando uma desaceleração que se tem vindo a acentuar desde outubro de 2024.
Em outubro, a taxa de crescimento dos depósitos era de 8,1%, mas atualmente este valor caiu para praticamente metade. Esta diminuição está relacionada com a tendência dos bancos em reduzir a remuneração das poupanças, o que tem desincentivado os clientes a manterem os seus fundos em depósitos.
No final de dezembro, as novas aplicações a prazo ofereciam uma taxa de juro média de apenas 1,36%. Este valor representa uma queda significativa de 0,80 pontos percentuais ao longo do ano, sendo o sexto maior corte na Zona Euro. Em relação aos depósitos a prazo, estes totalizavam 114,9 mil milhões de euros no final de janeiro, com um crescimento homólogo de cerca de 2%. Este aumento é bastante inferior aos 25% que eram comuns quando as taxas de juro estavam em níveis mais elevados.
Por outro lado, os depósitos à ordem, que atualmente rendem 0%, cresceram 7,2% em termos homólogos, atingindo 85,8 mil milhões de euros. Este crescimento reflete uma mudança nas preferências dos consumidores, que parecem optar por maior liquidez, mesmo que isso signifique não obter rendimentos significativos.
No segmento empresarial, o stock de depósitos também apresentou um desempenho positivo, totalizando 73,3 mil milhões de euros no final de janeiro, com um aumento de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este crescimento nos depósitos das empresas pode ser um indicativo de uma maior confiança no ambiente económico, apesar das dificuldades que os particulares enfrentam.
O panorama atual do crescimento de depósitos levanta questões sobre a sustentabilidade deste aumento a longo prazo, especialmente num contexto de juros baixos. A tendência de desaceleração pode continuar se os bancos não ajustarem as suas políticas de remuneração das poupanças.
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Fonte: ECO





