Portugal passou de uma classificação considerada de ‘lixo’ para um rating ‘A’, um marco significativo na avaliação das suas finanças públicas. Este progresso resulta de um esforço contínuo para reduzir a dívida e equilibrar as contas públicas, um objetivo que tem sido perseguido pelos governos de António Costa e Luís Montenegro nos últimos anos.
Após a crise financeira que abalou a confiança dos investidores, o rating de Portugal esteve durante vários anos nos níveis mais baixos. No entanto, a recente melhoria reflete uma gestão financeira mais sólida e prudente. A agência DBRS atribuiu agora um rating de ‘A’ à dívida soberana portuguesa, enquanto a Moody’s a avaliou em A3. A Fitch, por sua vez, mantém a classificação de A-, mas está prevista uma revisão para breve.
A Standard & Poor’s (S&P) foi a última agência a atualizar o rating de Portugal, elevando-o de ‘A’ para ‘A+’ a 29 de agosto, apenas seis meses após uma outra subida. Este aumento surpreendeu analistas, que não esperavam uma melhoria tão rápida. A S&P justifica a sua decisão afirmando que, apesar de um ambiente comercial e geopolítico incerto, Portugal deverá continuar a registar excedentes orçamentais moderados e a melhorar as suas métricas financeiras externas.
O Ministério das Finanças de Portugal sublinhou que a melhoria do rating é resultado da política orçamental responsável que o país tem seguido. O governo destacou que, atualmente, apenas nove países da Zona Euro possuem uma classificação superior à de Portugal, incluindo potências como Alemanha e França, enquanto países como Espanha e Itália têm ratings inferiores.
A análise do BPI Research aponta que a expectativa de manutenção da consolidação das finanças públicas foi um dos principais fatores para a melhoria do rating pela S&P. A agência também prevê que o rácio da dívida pública continue a diminuir, podendo atingir 84% do PIB em 2028.
Em 2017, Portugal estava numa situação financeira delicada, com um rácio de dívida pública de 126% do PIB e um défice orçamental de 3%. Desde então, o país tem seguido uma trajetória de recuperação, que foi temporariamente interrompida pela pandemia, mas que se retoma agora com força.
Atualmente, a dívida pública de Portugal está fixada em 96,3% do PIB e o excedente orçamental foi de 0,2% no primeiro trimestre deste ano. O rating de Portugal, que é uma medida da capacidade de um país para honrar as suas dívidas, é crucial para atrair investidores e garantir condições de financiamento favoráveis.
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Fonte: ECO





