Após um intenso período eleitoral, Portugal entra agora numa fase de governação que promete ser desafiante. Com três anos e meio sem eleições à vista, a atenção volta-se para as ações do novo governo, que conta com um suporte parlamentar minoritário. Neste contexto, Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro, faz o seu regresso à arena política, não como candidato, mas como senador.
Embora tenha recusado a liderança do PSD e a possibilidade de se candidatar a primeiro-ministro, Passos Coelho não hesita em criticar o governo de Luís Montenegro. O ex-líder do PSD aponta a falta de reformas e questiona a escolha do novo ministro da Administração Interna. A crítica surge num momento em que se espera que o governo comece a implementar as suas promessas, mesmo que dependa de coligações com partidos como o Chega ou o PS para avançar com o seu programa.
No que diz respeito à transição de Luís Neves da Polícia Judiciária para a Administração Interna, Passos Coelho não parece compreender a escolha, especialmente considerando que Fernando Negrão, que ocupou cargos semelhantes no passado, foi também parte do seu governo. Esta incoerência levanta questões sobre a posição de Passos Coelho e o que ele faria de diferente, uma vez que não se apresentou como candidato nas últimas eleições.
O ex-primeiro-ministro mantém-se uma figura influente, mesmo sem uma posição formal de liderança. A sua capacidade de intervenção pública e as suas declarações têm o potencial de moldar a opinião pública e influenciar o debate político. É um regresso que não se limita a marcar território, mas que também traz à tona questões cruciais sobre a direção do país e as reformas necessárias.
Neste ambiente mediático, as palavras de Passos Coelho assumem um peso significativo. O impacto das suas declarações pode ser sentido em várias frentes, e a forma como se posiciona pode influenciar o futuro político de Portugal. O Diabo, neste caso, não está nos detalhes, mas sim na forma como as mensagens são transmitidas e recebidas pelo público.
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Fonte: Sapo





