Venda do Novobanco ao BPCE finalizada a 28 de abril

A venda do Novobanco ao Banque Populaire Caisse d’Epargne (BPCE) foi oficialmente concluída a 28 de abril, conforme apurou o Jornal Económico. Este desfecho marca uma nova fase para o banco, que agora integra um dos maiores grupos bancários de França. Durante este processo, houve uma alteração na comissão executiva do Novobanco, com a saída de Benjamin Dickgiesser, o atual Chief Financial Officer (CFO), que foi nomeado em 2023. Fontes indicam que um CFO francês deverá assumir o cargo, embora detalhes sobre a nova nomeação ainda não tenham sido confirmados.

Nicolas Namias, CEO do BPCE, já afirmou que pretende manter Mark Bourke como CEO do Novobanco. Em declarações anteriores, Namias destacou que a aquisição não se trata de uma fusão, mas sim de um investimento estratégico no Novobanco. O BPCE, que já opera em Portugal através de instituições como o Natixis e o Oney Bank, vê na compra do Novobanco uma oportunidade de expandir a sua presença na banca de retalho na Europa.

O encerramento da venda estava dependente da autorização do Banco Central Europeu (BCE), que se esperava ser concedida até ao início de abril. A Comissão Europeia já tinha dado luz verde à operação em dezembro de 2025, mas a validação final pelas autoridades de supervisão bancária era essencial para assegurar a conformidade dos novos acionistas. Com uma quota de mercado de 10% em depósitos e crédito, o Novobanco é um dos cinco maiores bancos a operar em Portugal, contando com mais de 4.100 colaboradores e cerca de 300 balcões.

Namias também garantiu que não há planos para despedimentos no Novobanco. A instituição financeira ainda não divulgou os resultados de 2025, mas já reportou lucros de 610 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. A venda do banco foi avaliada em 6,4 mil milhões de euros, e o BPCE adquiriu 100% do Novobanco, após a Lone Star ter detido 75% da instituição.

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O Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e o presidente do Fundo de Resolução, Luís Máximo dos Santos, assinaram o acordo que formalizou a venda das participações do Estado ao grupo francês. Sarmento destacou que esta venda permitirá ao Estado recuperar quase 2 mil milhões de euros dos fundos injetados no banco. O Governo estima um encaixe total de 1,7 mil milhões de euros na operação, o que inclui a participação do Fundo de Resolução.

A venda do Novobanco ao BPCE representa o culminar de um longo processo que começou com a resolução do Banco Espírito Santo em 2014. O Novobanco foi criado para absorver os ativos saudáveis do BES, que enfrentou uma grave crise financeira. A história do Novobanco está intimamente ligada ao escândalo financeiro que abalou Portugal, e a sua venda marca um passo importante na recuperação do setor bancário nacional.

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Fonte: Sapo

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