A Câmara Municipal de Benavente anunciou que os prejuízos causados pelas recentes tempestades no concelho estão estimados em cerca de 10 milhões de euros. Para fazer face a esta situação, a autarquia decidiu reforçar o orçamento municipal em 8,6 milhões de euros, com o objetivo de financiar intervenções urgentes.
Na última reunião da Assembleia Municipal, a primeira revisão ao orçamento e às grandes opções do plano foi aprovada com o apoio das forças políticas AD (PSD/CDS-PP), CDU e PS, enquanto o Chega optou pela abstenção. Este aumento de 8.667.153,35 euros permitirá à Câmara Municipal responder rapidamente às necessidades da população.
A presidente da câmara, Sónia Ferreira, destacou a importância de dar respostas imediatas, começando pela reparação das infraestruturas danificadas. O objetivo é restabelecer rapidamente as condições normais para os habitantes, empresas e coletividades da região. Ferreira sublinhou que, face à necessidade de investimento, a câmara irá gerir os recursos financeiros disponíveis com rigor, optando por cortar algumas iniciativas, como o Festival do Arroz Carolino, libertando cerca de 500 mil euros para intervenções urgentes. Esta decisão foi unânime entre as forças políticas representadas.
Os fenómenos meteorológicos extremos causaram danos significativos em infraestruturas, equipamentos públicos, vias e edifícios, resultando em prejuízos estimados em 10 milhões de euros. Este valor inclui também custos operacionais já suportados pela autarquia. Embora Benavente esteja abrangido pelo quadro de apoios do Governo para situações de calamidade, a câmara optou por assumir um “esforço financeiro relevante” para garantir uma recuperação rápida e estrutural, reforçando a capacidade de resposta do sistema municipal de proteção civil.
Entre as prioridades identificadas estão investimentos em equipamentos de comunicação e na autonomia energética dos serviços essenciais, incluindo os das juntas de freguesia e da proteção civil. A autarquia reconhece que o atual sistema municipal “carece de reformas” e que é necessário corrigir “problemas de gestão de recursos estratégicos”. Assim, está prevista a aquisição prioritária de geradores e rádios.
A revisão orçamental também inclui a reparação de coberturas de edifícios municipais, instalações sociais e estruturas associativas danificadas. Além disso, foi alocada uma dotação adicional de 400 mil euros para a Estratégia Local de Habitação, destinada a futuras aquisições, reabilitações e construções, assim como mais 400 mil euros para obras em estradas e caminhos afetados pelas cheias.
Foi ainda criada uma nova rubrica para o projeto de reabilitação do Celeiro dos Arcos, um edifício centenário cuja intervenção é considerada prioritária. Entre janeiro e fevereiro, pelo menos 18 pessoas perderam a vida em Portugal devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram centenas de feridos e desalojados.
As consequências materiais do mau tempo incluem a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores, fechos de estradas, escolas e serviços de transporte, além de cortes de energia, água e comunicações. As regiões mais afetadas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
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Fonte: ECO





