Portugal prepara-se para enfrentar a época de incêndios rurais com um aumento significativo nos meios de combate. Este ano, estão previstos 15.064 operacionais e 76 meios aéreos, um ligeiro incremento em relação a 2025. A informação foi divulgada na Diretiva Operacional Nacional (DON), aprovada na recente reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, liderada pelo novo ministro da Administração Interna, Luís Neves.
O dispositivo terrestre, que estará em funcionamento entre 1 de julho e 30 de setembro, durante o período crítico conhecido como ‘nível Delta’, contará com 2.576 equipas, 3.438 viaturas e 50 máquinas de rastos. Este último é o meio que recebeu o maior reforço, com 24 operacionais adicionais em comparação ao ano anterior.
No ano passado, o dispositivo contou com 15.024 operacionais, 2.567 equipas, 3.411 veículos e 71 meios aéreos, com algumas limitações devido a avarias. A nova diretiva, assinada pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, detalha também os meios permanentes e os que podem ser mobilizados em caso de emergência, assegurando uma resposta rápida e eficaz.
Os operacionais envolvidos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) incluem principalmente bombeiros voluntários, elementos da Força Especial de Proteção Civil, militares da Guarda Nacional Republicana, Forças Armadas e trabalhadores do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Os bombeiros das associações humanitárias totalizam 11.409, com a capacidade de mobilizar até 21.623 operacionais.
O primeiro reforço de meios está agendado para 15 de maio, com a previsão de 11.851 elementos, 2.017 equipas, 2.576 viaturas e 37 meios aéreos. Um novo aumento de recursos está programado para 1 de junho, que será novamente reforçado a partir de 1 de julho, quando o DECIR atinge a sua máxima capacidade de resposta.
Os 76 meios aéreos, que estarão disponíveis entre 1 de junho e 30 de setembro, incluem helicópteros e aviões de diferentes categorias, bem como sistemas de aeronaves não tripuladas. A DON sublinha que os meios podem ser ajustados conforme as alterações no risco de incêndio rural.
Esta diretiva visa garantir uma resposta organizada e eficaz às situações de incêndio, definindo o modelo de atuação das forças envolvidas e a gestão integrada dos meios de combate. A apresentação do DECIR pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, está marcada para segunda-feira em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.
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Fonte: Sapo





