Carlos Moedas ausenta-se de reunião sobre acidente da Carris

Na reunião da Câmara Municipal de Lisboa, realizada esta segunda-feira, Carlos Moedas, presidente da Câmara, foi alvo de críticas por ter abandonado a sessão antes da audição do presidente da Carris, Pedro Bogas, sobre o trágico acidente do elevador da Glória. O vereador socialista Pedro Anastácio acusou Moedas de falta de compromisso, afirmando que a sua ausência é inaceitável, especialmente num momento tão delicado para a cidade.

De acordo com informações apuradas, o vice-presidente da Câmara, Filipe Anacoreta Correia, explicou que Moedas saiu para se encontrar com a ministra da Saúde, com o intuito de visitar os feridos hospitalizados. No entanto, Rui Tavares, vereador do Livre, destacou que Moedas participou apenas no início da reunião, onde se discutiu a ratificação do luto municipal, e não fez perguntas ao presidente da Carris durante a parte dedicada ao acidente.

Durante a reunião, a coligação que governa a cidade apresentou várias propostas em homenagem às vítimas do acidente. Entre as sugestões, destaca-se a atribuição do nome do guarda-freio André Marques a um espaço público e a criação de uma bolsa de estudo para os seus descendentes. Além disso, Moedas propôs a construção de um memorial coletivo para as vítimas do acidente, uma medida que coincide com as propostas do PS.

Rui Tavares, ao sair da reunião, mencionou que Pedro Bogas afirmou que o elevador da Glória era considerado “seguríssimo” pela Carris, uma declaração que gerou perplexidade. O vereador do Livre sublinhou que a segurança do equipamento não está a ser devidamente garantida pela Câmara Municipal de Lisboa, lamentando a ausência de Moedas para discutir a situação em profundidade.

Pedro Anastácio, do PS, criticou a falta de presença de Moedas nas reuniões, considerando que este é um momento trágico na história de Lisboa. A reunião foi suspensa e será retomada às 14h30, onde se discutirão as propostas apresentadas pelo PS, PCP e pela coligação liderada por Moedas.

Leia também  Privatização da Azores Airlines: proposta até 24 de outubro

O PCP, por sua vez, pretende reavaliar a manutenção do elevador, propondo que esta passe a ser gerida internamente pela Carris, em vez de ser delegada a entidades privadas. Anastácio defendeu que a questão da segurança da manutenção deve ser a prioridade, enquanto Tavares considerou que as consequências políticas do acidente devem ser investigadas.

A situação gerou ainda críticas a Moedas por ter dado uma entrevista antes de se pronunciar na Câmara, com alguns vereadores a considerarem que a sua abordagem não respeitou a gravidade da situação. Rui Franco, do Cidadãos por Lisboa, afirmou que a Câmara falhou na responsabilidade de garantir a segurança do equipamento.

O acidente no elevador da Glória, que resultou na morte de 16 pessoas, foi atribuído ao desligamento do cabo que liga as duas carruagens. A Câmara Municipal de Lisboa continua a ser pressionada a prestar contas sobre a segurança e a gestão dos seus equipamentos.

Leia também: O impacto do acidente do elevador da Glória na mobilidade de Lisboa.

acidente elevador Glória acidente elevador Glória acidente elevador Glória acidente elevador Glória acidente elevador Glória Nota: análise relacionada com acidente elevador Glória.

Leia também: Macquarie adquire 40% da Luz Saúde por 310 milhões de euros

Fonte: ECO

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top