Nos últimos meses, Portugal enfrentou uma série de tempestades devastadoras que resultaram em prejuízos significativos, estimados entre cinco mil e seis mil milhões de euros. As depressões meteorológicas, que afetaram principalmente a região de Leiria, causaram a morte de pelo menos 18 pessoas e deixaram milhares de feridos e desalojados.
A primeira tempestade, conhecida como Kristin, trouxe ventos que atingiram os 200 quilómetros por hora, seguidas pelas tempestades Leonardo e Marta, que agravaram a situação. As infraestruturas, casas e empresas sofreram danos severos, levando o Governo a ativar medidas de emergência que já totalizam 3,5 mil milhões de euros.
Os distritos mais afetados incluem Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa, com a capital de Leiria a contabilizar cerca de 792 milhões de euros em prejuízos. O antigo autarca do Fundão, Paulo Fernandes, foi nomeado coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro e sublinhou a gravidade da situação, referindo que a região de Leiria pode concentrar entre 50% a 60% dos prejuízos totais.
Entre 1 e 15 de fevereiro, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou mais de 19 mil ocorrências, envolvendo dezenas de milhares de operacionais e recursos. As quedas de árvores e inundações foram os incidentes mais comuns, com um total de 5.649 e 5.252 ocorrências, respetivamente.
O impacto humano foi igualmente alarmante, com centenas de pessoas deslocadas e outras tantas desalojadas. Em 9 de fevereiro, a Proteção Civil reportou que 1.272 pessoas foram retiradas das suas casas como medida de precaução. A situação foi particularmente crítica em Almada, onde deslizamentos de terra obrigaram à evacuação de cerca de 500 residentes.
As infraestruturas de energia e telecomunicações também foram severamente afetadas. Durante a tempestade Kristin, cerca de um milhão de clientes ficaram sem eletricidade, e as operadoras de telecomunicações enfrentaram dificuldades para restabelecer os serviços. A E-Redes e a ANACOM confirmaram que, um mês após as tempestades, ainda havia clientes sem acesso a serviços básicos.
O Governo decretou estado de calamidade em 68 municípios e, recentemente, estendeu o regime de apoios a cerca de 90 concelhos. As medidas incluem isenções de contribuições para a Segurança Social, linhas de crédito para empresas e apoio às famílias afetadas.
A situação continua a evoluir, mas os prejuízos causados pelo mau tempo em Portugal são avassaladores e exigem uma resposta rápida e eficaz. Leia também: “Medidas de apoio do Governo para as vítimas das tempestades”.
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Fonte: ECO





