Tensão no Golfo: Ataque ao Irão pode causar choque petrolífero

A recente escalada de tensões no Golfo Pérsico, resultante dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, levanta preocupações sobre um potencial choque petrolífero. O Irão, um importante produtor de petróleo, pode ver a sua oferta afetada, especialmente se decidir fechar o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.

Na sexta-feira, o preço do barril de petróleo Brent, referência na Europa, subiu para 72,48 dólares, o valor mais elevado em sete meses, refletindo a crescente incerteza geopolítica. Fontes da missão naval europeia Aspides relataram que os Guardas Revolucionários iranianos emitiram avisos de que “nenhum navio pode atravessar o Estreito de Ormuz”, segundo a Reuters. Esta situação está a gerar nervosismo entre os armadores, que começam a considerar rotas alternativas para evitar a passagem pelo estreito.

As seguradoras marítimas também estão a reagir a esta crise, com o cancelamento de apólices e um aumento significativo nos prémios para navios que operam na região. Especialistas indicam que os custos de seguro de guerra podem disparar até 50% nos próximos dias, o que poderá agravar ainda mais a situação do mercado petrolífero e contribuir para um choque petrolífero.

Embora o Irão tenha uma produção considerável, representando cerca de 3% da procura global, a sua influência no mercado é significativa. Em janeiro, o país produziu aproximadamente 3,1 milhões de barris por dia, o que equivale a cerca de 11% da produção total da OPEP. A tensão atual pode levar a um aumento dos custos e a atrasos nas cadeias de abastecimento globais, num momento em que o preço do petróleo já está em alta.

A situação é ainda mais preocupante considerando que o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo, com cerca de 20% do crude global a passar por ali. A possibilidade de um bloqueio iraniano a esta passagem poderia ter repercussões devastadoras para a economia global, especialmente para países asiáticos como a China, que depende fortemente das importações de petróleo do Irão.

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Analistas estimam que a China compra quase 90% das exportações de crude iraniano, o que representa até 10% da sua procura total. A situação é complexa, uma vez que apenas a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos têm oleodutos que lhes permitem contornar o Estreito de Ormuz, o que limita as opções para muitos países importadores.

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Com o aumento das tensões e a possibilidade de um choque petrolífero iminente, a comunidade internacional observa atentamente os desenvolvimentos na região. A estabilidade do mercado petrolífero é crucial para a economia global, e qualquer perturbação significativa pode ter efeitos em cadeia em diversos setores.

choque petrolífero choque petrolífero Nota: análise relacionada com choque petrolífero.

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Fonte: ECO

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