Os investidores estão a procurar abrigo em ativos de refúgio devido ao recente conflito entre o Irão e os Estados Unidos, segundo a consultora BA&N. Esta situação provocou uma forte queda nas bolsas europeias, incluindo a bolsa portuguesa, que abriu a sessão com uma desvalorização de 1,18%. Outros índices europeus também registaram perdas significativas, como o DAX na Alemanha, que caiu 2,48%, e o IBEX 35 em Espanha, que desvalorizou 3,01%.
Os futuros dos índices norte-americanos também indicam um início de sessão negativo, refletindo a aversão ao risco dos investidores. A BA&N destaca que os mercados acionistas europeus estão a ser afetados por um clima de incerteza, com perdas próximas de 2% após terem alcançado máximos históricos na semana anterior. A fuga para ativos de refúgio é evidente, com o ouro a valorizar 2%, ultrapassando os 5.400 dólares. Além disso, divisas como o franco suíço e o iene também estão a negociar em alta.
O impacto do conflito no Irão também se faz sentir nos preços do petróleo, que dispararam mais de 6%. O brent está a subir 7,27%, enquanto o crude valoriza 6,79%. O gás natural na Europa registou uma subida ainda mais acentuada, de 25%, devido a receios de interrupções nos abastecimentos.
As obrigações, que costumam ser um ativo de refúgio em tempos de turbulência, estão a sofrer com o aumento das yields, influenciadas pelo aumento dos preços do petróleo e as suas implicações na política monetária. O dólar, por sua vez, está a beneficiar, registando a maior valorização desde janeiro, enquanto o euro desce 0,69% face ao dólar.
Os setores mais afetados incluem a banca, companhias aéreas e fabricantes de automóveis, que estão a ver as suas ações afundarem mais de 3%. Em contrapartida, as petrolíferas estão a registar ganhos acima de 4%, assim como empresas de defesa e transporte marítimo, que podem beneficiar com a situação.
A BA&N também menciona que a reação dos mercados a eventos geopolíticos tende a ser rápida, mas não duradoura. O futuro do conflito no Irão e o seu impacto nos preços do petróleo serão cruciais para a estabilidade dos mercados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os ataques continuarão até que os objetivos sejam alcançados, o que poderá prolongar a incerteza.
O UBS já recomendou uma redução da exposição ao mercado norte-americano, revendo em baixa a recomendação para várias ações. A consultora aconselha os investidores a ajustarem as suas carteiras, diminuindo o peso das ações norte-americanas.
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Fonte: Sapo





