Fusão Galp e Moeve promete “campeões europeus” na refinação

A Galp anunciou que a fusão com a Moeve resultará na criação de “campeões europeus” no setor da refinação. A empresa acredita que esta união permitirá o surgimento de uma nova entidade capaz de competir em nível europeu e global. A refinaria de Sines, que abastece 90% dos combustíveis consumidos em Portugal, é considerada crucial para a independência energética do país e é a maior exportadora nacional.

João Diogo Marques da Silva, co-CEO da Galp, afirmou que a complementaridade dos ativos das duas empresas reforçará a garantia de abastecimento, essencial para a soberania nacional. “Portugal e Espanha terão plataformas industriais resilientes e duradouras, capazes de competir a nível europeu e mundial”, disse o gestor.

No entanto, a fusão não está isenta de controvérsias. A transferência da refinaria de Sines para a nova sociedade, chamada IndustrialCO, onde a Galp detém 20% e a Moeve 80%, tem gerado preocupações sobre a perda de soberania nacional. A Moeve é controlada pelo fundo emirati Mubadala e pelo fundo norte-americano Carlyle. Marques da Silva respondeu às críticas, afirmando que as partes estão a discutir os termos finais e as avaliações necessárias para uma decisão definitiva.

A Galp está convencida de que a nova plataforma industrial será mais potente do que as duas empresas separadas, garantindo resiliência, escala e competitividade. A empresa investiu 400 milhões de euros em equipamentos em Portugal e está a concluir a instalação de 100 megawatts de energia de hidrogénio verde, além de uma fábrica de combustíveis sustentáveis de aviação em Sines.

Recentemente, a Moeve anunciou um investimento de mil milhões de euros na Andaluzia para um projeto de hidrogénio verde, que incluirá um eletrolisador com 300 megawatts de capacidade. Em Espanha, existem oito refinarias, sendo o país o terceiro maior produtor europeu de produtos petrolíferos em 2023.

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O Estado português detém 8% da Galp, enquanto a família Amorim possui 20% e a Sonangol 16%. O negócio deverá ser concluído ainda este ano, mas está sujeito à aprovação dos reguladores. A Galp espera finalizar o acordo com a Moeve em meados de 2026, com a fusão dos ativos a resultar na criação de duas novas sociedades: uma para a rede de postos de combustível e outra para as refinarias.

Apesar das expectativas positivas, a Comissão de Trabalhadores da Galp expressou preocupações sobre a perda de controlo maioritário, que poderia comprometer a soberania e a economia nacional. A CT teme que a saída da refinaria de Sines do grupo Galp a torne mais vulnerável a uma eventual eliminação progressiva da refinação na União Europeia.

As refinarias europeias enfrentam desafios significativos devido à concorrência global e às metas de descarbonização. A Galp alertou que a fusão com a Moeve é uma estratégia para garantir a sobrevivência e a competitividade no setor. A co-CEO Maria João Carioca destacou que a criação de um cluster ibérico permitirá otimizar investimentos e aumentar a escala das operações.

Por outro lado, a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, defendeu que é preferível ter a refinaria de Sines sob controlo português, enfatizando a importância da independência energética. “Estamos a estudar os mecanismos que existem para garantir essa solução”, afirmou a governante.

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Fonte: Sapo

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