Um grupo de 25 personalidades, liderado por Carlos Tavares, ex-ministro da Economia, expressou preocupações sobre os grandes projetos previstos para a Área Metropolitana de Lisboa. Na sua carta aberta, endereçada ao Presidente da República, ao presidente da Assembleia da República e ao primeiro-ministro, a Associação Círculo de Estudos do Centralismo questiona a racionalidade e o impacto destes investimentos massivos, alertando para a necessidade de uma análise cuidadosa do custo-benefício.
Os signatários da carta, que incluem figuras proeminentes como Arlindo Cunha e Cristina Azevedo, criticam a concentração de grandes projetos na região de Lisboa, como o novo aeroporto, a terceira travessia do Tejo e a expansão do Metro. Eles defendem que tais decisões devem ser apresentadas com clareza e viabilidade, especialmente quando se trata de investimentos que podem desviar recursos de áreas prioritárias como Justiça, Educação e Saúde.
A carta levanta questões sobre o “custo de oportunidade” associado a estes projetos, sugerindo que o dinheiro público poderia ser melhor utilizado em reformas que promovam a coesão e o desenvolvimento equilibrado do território. Os notáveis questionam ainda a rentabilidade social dos investimentos, enfatizando que o país deve ser o principal beneficiário, e não apenas as concessionárias.
Além disso, os signatários expressam preocupação com os riscos associados à atual situação geopolítica e à fragilidade da economia global. Alertam para a necessidade de uma abordagem mais equilibrada e descentralizada, que leve em conta as especificidades de cada região, em vez de concentrar investimentos em Lisboa.
A associação, fundada em 2022, tem como objetivo estudar o centralismo político-administrativo em Portugal. No próximo dia 17 de março, realizará a sua primeira conferência anual na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, onde se discutirão temas relacionados com o centralismo e o desenvolvimento territorial.
Os notáveis não pretendem travar os investimentos, mas pedem que estes sejam realizados de forma proporcional e racional. No que diz respeito ao novo aeroporto, a carta critica a avaliação de rentabilidade feita pela comissão técnica independente, que considera subestimada e que não inclui custos indiretos significativos.
Os signatários defendem uma abordagem modular para o novo aeroporto, onde os investimentos adicionais só seriam feitos se a procura justificasse. Além disso, sugerem a exploração eficiente da rede aeroportuária existente, sem a necessidade de manter o hub de Lisboa, cuja eficiência é debatida.
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Fonte: ECO





