Lucro do Novobanco sobe 11% para 828 milhões antes da venda

O Novobanco alcançou um lucro histórico de 828 milhões de euros em 2025, um aumento de 11% face ao ano anterior. Este resultado positivo foi obtido apesar da diminuição da margem financeira, que foi compensada por um aumento nas comissões, vendas de dívida pública e recuperação de créditos. Este desempenho ocorre no ano em que o banco acordou a venda à instituição francesa BPCE, num negócio avaliado em 6,4 mil milhões de euros, que deverá ser concluído até ao final de abril.

O banco anunciou um payout de 60% sobre os resultados, o que significaria a distribuição de 496,8 milhões de euros aos acionistas, incluindo a Lone Star e o Estado. Contudo, a venda em curso poderá adiar o pagamento de dividendos aos atuais acionistas. Na mensagem que acompanhou os resultados, o CEO Mark Bourke destacou a importância da venda ao BPCE, considerando-a um “passo estruturante para o nosso futuro”, que permitirá aumentar a escala e reforçar o apoio à economia nacional.

O Novobanco apresenta uma rentabilidade dos capitais próprios superior a 20%, posicionando-se como um dos bancos mais rentáveis da Europa. Apesar da descida das taxas de juro, que resultou numa queda de 7% na margem financeira para 1,1 mil milhões de euros, o banco conseguiu aumentar as comissões em 9,5%, totalizando 353,6 milhões de euros. Além disso, os resultados provenientes da venda de títulos de dívida duplicaram, alcançando 42,2 milhões de euros.

Os custos operacionais mantiveram-se estáveis em 506,6 milhões de euros, enquanto os custos com pessoal aumentaram quase 6%, totalizando 286,4 milhões de euros, num ano em que o banco viu a sua força de trabalho reduzir-se em 114 colaboradores, ficando com 4.081 empregados e uma rede de 289 agências.

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O Novobanco também registou uma diminuição nas imparidades e provisões, o que contribuiu para o aumento dos lucros. O banco alocou 129,8 milhões de euros para outros ativos e contingências, com uma redução de 31,1% nas provisões para crédito em comparação com o ano anterior. Além disso, foi feita uma provisão de 15,3 milhões de euros relacionada com a tributação do património, que poderá ser alterada com a venda ao grupo francês.

Em termos de atividade, o Novobanco superou os 30 mil milhões de euros em crédito concedido à economia, um aumento de 7,8% em relação a 2024. O crédito a empresas cresceu 5,1%, totalizando 14,6 mil milhões de euros, enquanto o crédito à habitação aumentou quase 8%, atingindo 11 mil milhões de euros. O banco também aprovou mais de 230 moratórias para famílias e empresas, num total de cerca de 90 milhões de euros.

Os depósitos do Novobanco aumentaram 7,6%, atingindo 32 mil milhões de euros, o que representa 68,1% do financiamento da atividade. O rácio de transformação de depósitos em crédito foi de 83,9%, um aumento de 1 ponto percentual em relação ao ano anterior. O rácio de capital common equity tier 1 manteve-se em 19,9%, ou 17,4% se considerarmos apenas 40% do resultado líquido obtido em 2025.

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Fonte: ECO

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