Manuel Arroyo, vice-presidente mundial da Coca-Cola, destacou recentemente, em Madrid, a resiliência da empresa em termos de crescimento, mesmo face aos desafios impostos pela inflação que afetou o setor de alimentos e bebidas. Segundo o jornal “El País”, Arroyo sublinhou que os últimos dois anos foram particularmente difíceis para muitas empresas do setor de bens de consumo, devido a uma série de fatores globais que impactaram o comportamento dos consumidores.
O empresário reconheceu que a maioria das empresas enfrenta dificuldades em equilibrar o volume de vendas e os preços, uma situação que se agravou com a inflação. “A grande maioria não conseguiu crescer em termos de volume nos últimos dois anos; algumas até registraram quedas”, afirmou Arroyo. Contudo, a Coca-Cola destaca-se como uma exceção a esta tendência negativa.
Arroyo afirmou com confiança: “Continuamos a crescer, e é isso que explica nossos números”. Em 2025, a The Coca-Cola Company reportou receitas de 4,9 mil milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente 41,35 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual. Este resultado representa um aumento de 2% em relação ao ano anterior, com um crescimento orgânico de quase 5%. Embora a maior parte deste crescimento tenha derivado de aumentos de preços, a Coca-Cola também registou uma ligeira melhoria no volume de vendas.
A capacidade da Coca-Cola de crescer em volume, mesmo em tempos de incerteza económica, é um testemunho da força da marca e da sua estratégia de mercado. A empresa tem conseguido não apenas manter, mas também expandir a sua presença, o que a distingue de muitos dos seus concorrentes. Este desempenho ressalta a importância de uma gestão eficaz e de uma adaptação rápida às condições de mercado.
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Fonte: Sapo





