Pharol procura novo rumo e quer deixar passado da PT para trás

A Pharol, anteriormente conhecida como PT SGPS, tem enfrentado uma longa travessia na bolsa de Lisboa, onde se tornou um verdadeiro “zombie” financeiro. Sem qualquer ligação ao setor das telecomunicações desde 2015, a empresa luta para se libertar do pesado legado da antiga Portugal Telecom, que outrora foi um dos gigantes do mercado nacional. Com um crédito malparado de 900 milhões de euros da Rio Forte, a Pharol espera recuperar apenas cerca de 51,9 milhões, o que representa uma perda significativa.

Recentemente, a Pharol anunciou a sua intenção de deixar para trás o fardo que herdou da Portugal Telecom, que, em tempos, era uma fonte de lucros robustos para acionistas como o BES e Ongoing. A venda da Meo à Altice, que rendeu mais de 7,4 mil milhões de euros, não foi suficiente para evitar a queda da empresa, que foi severamente afetada pela falência do Grupo Espírito Santo em 2014.

O nome Pharol, que surgiu durante tentativas de fusão com a operadora brasileira Oi, reflete a busca da empresa por uma nova direção. Com a venda da PT SA, a Pharol ficou responsável pela gestão da participação na Oi, que, ao longo dos anos, foi se diluindo devido a perdas financeiras e à própria crise da operadora brasileira.

Atualmente, a Pharol apresenta um ativo superior a 90 milhões de euros, composto por um crédito malparado, ações e obrigações, e uma posição de caixa saudável. A empresa, que não possui dívidas significativas, está a ser avaliada em cerca de 66,2 milhões de euros na bolsa, mas enfrenta desconfiança por parte dos investidores quanto às suas perspetivas de recuperação.

A entrada do fundo americano Davidson Kempner como acionista de referência, com uma participação de 20%, trouxe uma nova esperança à Pharol. Este fundo é conhecido por adquirir ativos problemáticos e tem uma estratégia focada na recuperação de créditos. Sob a liderança de Luís Palha da Silva, a Pharol procura agora diversificar os seus investimentos, com foco em projetos em estádios iniciais de desenvolvimento e em empresas em dificuldades, especialmente nas áreas de telecomunicações e tecnologia.

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No próximo dia 26, a Pharol realizará uma assembleia geral onde os acionistas votarão uma revisão dos estatutos da empresa, com o objetivo de abrir um novo capítulo na sua história. Entre as propostas está a eliminação da blindagem dos votos e o fim do regime de SGPS, que, segundo a administração, permitirá maior flexibilidade e atratividade para novos investidores.

Além disso, a administração propõe um reagrupamento de ações, que visa melhorar a imagem da empresa no mercado e aumentar a liquidez das suas ações, que atualmente estão cotadas a apenas 0,0712 euros. Esta medida é vista como essencial para afastar a conotação de “penny stock” que a Pharol adquiriu nos últimos anos.

Com estas mudanças, a Pharol espera finalmente enterrar o passado da PT e encontrar um caminho sustentável para o futuro. Leia também: “O futuro da Pharol: desafios e oportunidades no mercado”.

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Fonte: ECO

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