A adoção da inteligência artificial (IA) na banca portuguesa está a ser marcada por uma fase de experimentação, segundo Vítor Ribeirinho, CEO da KPMG em Portugal. Durante a conferência “Banking on Change”, realizada em parceria com o ECO, o especialista destacou que, apesar dos investimentos pontuais em tecnologia, os bancos ainda carecem de uma estratégia consolidada para integrar a IA de forma eficaz.
A incerteza geopolítica, incluindo conflitos e crises climáticas, tem gerado um ambiente de cautela no setor financeiro. Ribeirinho sublinhou que, embora haja um interesse contínuo em investir em processos transformacionais como a IA, as decisões estão a ser adiadas. “Estamos a assistir a um arrefecimento nas decisões, não no interesse”, afirmou, referindo-se à atividade de fusões e aquisições (M&A).
Em termos de inovação, o CEO da KPMG defende que a Europa precisa de se aproximar mais da academia e das fintechs, algo que já acontece nos Estados Unidos. Para que a Europa possa liderar em tecnologia e serviços financeiros, é essencial a consolidação de bancos pan-europeus. Ribeirinho lamentou que, apesar das conversas em curso, a concretização desse objetivo continua a ser difícil.
A economia portuguesa, que antes do recente aumento da incerteza tinha perspetivas de crescimento moderado, enfrenta agora novos desafios. O impacto das tempestades e da volatilidade nos preços do petróleo podem afetar a inflação e as cadeias de abastecimento, aumentando a preocupação entre os investidores. O défice orçamental, que se esperava equilibrado, poderá também ser afetado por estas circunstâncias.
A inteligência artificial, no entanto, é vista como um potencial acelerador para a economia. Ribeirinho referiu que a KPMG identificou a IA como uma ferramenta que pode impulsionar o crescimento, mas para isso é necessário que os bancos consolidem a sua estratégia. “A gestão de dados é fundamental para o sucesso da IA”, explicou, destacando que a escassez de talento e a necessidade de formação dos colaboradores são obstáculos a superar.
Os bancos estão a investir em tecnologia, mas a falta de uma estratégia clara para a adoção da IA pode limitar os benefícios. Ribeirinho enfatizou a importância de melhorar a experiência do cliente, uma área onde a IA pode trazer ganhos significativos. “O foco no cliente deve ser central”, concluiu.
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Fonte: ECO





