Falta de chips afeta produção automóvel em 2025

A falta de chips tornou-se o principal obstáculo à produção automóvel em 2025, de acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). No último trimestre do ano passado, 80,8% das empresas do setor identificaram dificuldades na sua atividade, com a escassez de materiais e equipamentos a ser o problema mais recorrente, apontado por 88% das respostas. Estes números são consistentes com os trimestres anteriores, evidenciando uma crise que se prolonga.

Os dados fazem parte do Inquérito Qualitativo de Conjuntura à Indústria Transformadora, realizado pelo INE desde a década de 80. A situação atual é sem precedentes nas últimas quatro décadas. Embora tenha havido alguns constrangimentos na década de 90, os níveis de dificuldade enfrentados agora são incomparáveis. Historicamente, o setor automóvel lidou mais com a insuficiência da procura, especialmente durante crises financeiras, mas a falta de chips emergiu como um desafio significativo.

O setor automóvel europeu enfrenta uma turbulência crescente, exacerbada pela concorrência da China e pela transição para modelos mais sustentáveis. A crise dos chips atingiu um pico em setembro do ano passado, quando o governo dos Países Baixos interveio numa fábrica chinesa, alegando riscos para a segurança nacional. A Wingtech, responsável pela fábrica, está a tentar recuperar o controlo, mas a incerteza persiste, ameaçando o fornecimento global destes componentes.

A Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) expressou preocupação com a situação, alertando que a paragem de apenas duas ou três empresas devido à falta de componentes pode afetar toda a cadeia produtiva. Além disso, a recente ocorrência de tempestades na zona Centro de Portugal trouxe novos riscos. Empresas como a Volkswagen Autoeuropa e a Stellantis mostraram-se cautelosas em relação à continuidade do fornecimento, especialmente na região de Leiria, uma das mais afetadas.

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Thomas Hegel Gunther, ex-diretor-geral da fábrica de Palmela, confirmou que as tempestades causaram interrupções em Marrocos, impactando a logística de abastecimento de componentes para o T-Roc, o único modelo produzido na Autoeuropa no ano passado. Em janeiro, a produção sofreu uma quebra de cerca de 8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Apesar dos desafios, a fábrica de Palmela mantém a expectativa de que os objetivos de produção para este ano não sejam comprometidos. Contudo, especialistas alertam para a possibilidade de um aumento na frequência de fenómenos climáticos adversos no futuro, o que poderá agravar ainda mais a situação.

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falta de chips falta de chips falta de chips Nota: análise relacionada com falta de chips.

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Fonte: Sapo

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