A Mota-Engil está a considerar a possibilidade de autonomizar a sua área de mineração e abrir o capital a investidores. Durante o Capital Markets Day, onde foi apresentado o plano estratégico para o período de 2026 a 2030, Manuel Mota, administrador da empresa, confirmou que a abertura de capital é uma opção em análise. “Tivemos aproximações nesse sentido”, afirmou.
Carlos Mota Santos, CEO da Mota-Engil, descartou a ideia de um aumento de capital para financiar futuros investimentos. Em vez disso, a estratégia da empresa passa por encontrar parceiros de capital para os seus projetos em várias geografias. A área de recursos naturais é vista como uma das principais avenidas de crescimento para a Mota-Engil, que se destaca no mercado africano de serviços de mineração.
A Mota-Engil atua principalmente como contratada para movimentação de terras e operações de extração. Recentemente, a empresa iniciou a exploração de minas, abrangendo todo o ciclo operacional. “Já temos sete licenças em África”, revelou Manuel Mota, sublinhando que o processo começou em 2021 e está em curso para os próximos anos, com investimentos em diversos projetos.
O foco da Mota-Engil é explorar as ricas reservas minerais do continente africano, especialmente no que diz respeito ao lítio, cobalto, níquel, cobre, alumínio, ouro e zinco. Além disso, a empresa está a investigar oportunidades na América do Sul, particularmente na Argentina, em colaboração com a Rio Tinto.
Outro projeto em avaliação pela Mota-Engil é a aquisição da Bahia Mineração (Bamin), no Brasil. “Estamos a olhar para o projeto”, disse Manuel Mota, destacando que esta aquisição apresenta sinergias para o grupo, devido à sua componente mineira, de infraestrutura e portos. O investimento em construção para este projeto é estimado entre “quatro ou cinco milhões”.
Em 2025, a área de recursos naturais da Mota-Engil gerou uma receita de 933 milhões de euros. Além da mineração, esta área abrange projetos industriais para a exploração de petróleo e manutenção, sendo que o desmantelamento de infraestruturas é considerado uma oportunidade de futuro.
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Fonte: ECO





