Os líderes da União Europeia, António Costa e Ursula von der Leyen, alertaram esta quarta-feira que não é o momento adequado para aliviar as sanções à Rússia. Esta declaração surge após uma reunião do G7, onde os dois dirigentes sublinharam a importância de manter os fluxos de energia, especialmente no Estreito de Ormuz, que é vital para a economia global.
Em uma mensagem partilhada nas redes sociais, Costa e von der Leyen afirmaram que “aplicar tetos ao preço do petróleo ajudará a estabilizar os mercados e a limitar as receitas da Rússia”. A necessidade de manter a pressão sobre Moscovo é vista como crucial para reduzir a capacidade do país de financiar a sua guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022. As sanções à Rússia têm sido uma ferramenta fundamental utilizada pelos aliados de Kiev para tentar desmantelar a infraestrutura económica que suporta o conflito.
Os líderes europeus também saudaram a decisão da Agência Internacional de Energia (AIE) de libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas. Esta medida visa compensar a perda de abastecimento provocada pela instabilidade no Estreito de Ormuz. Costa e von der Leyen expressaram a sua disponibilidade para colaborar com parceiros na região, com o objetivo de evitar a escalada do conflito e restabelecer a estabilidade.
A reunião do G7, organizada pelo Presidente francês Emmanuel Macron, centrou-se na situação no Irão e no Médio Oriente, abordando questões relacionadas com o comércio, a liberdade de navegação e as consequências económicas da guerra. O G7, que inclui as maiores economias do mundo, como Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, tem sido um fórum importante para discutir a resposta à agressão russa e as suas repercussões globais.
Antes da reunião, os 32 países da AIE anunciaram a disponibilização dos 400 milhões de barris de petróleo para o mercado, uma medida que se torna ainda mais relevante face ao recente ataque militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irão. Este ataque provocou uma resposta do Irão, que atingiu alvos em Israel e em várias bases norte-americanas na região, aumentando a tensão e a incerteza no mercado energético.
A situação continua a evoluir, e as sanções à Rússia permanecem um tema central nas discussões internacionais. A firmeza dos líderes europeus reflete a necessidade de uma abordagem coesa e decidida para enfrentar os desafios impostos pela guerra e garantir a segurança energética global.
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Fonte: ECO





