A Muddy Waters, uma conhecida gestora de investimentos, decidiu avançar com uma ação judicial contra Carlos Mota dos Santos, CEO da Mota-Engil. A acusação, que se baseia em alegações de difamação, foi apresentada em dezembro do ano passado no tribunal federal do Texas, nos Estados Unidos, onde a Muddy Waters foi fundada por Carson Block.
A Mota-Engil confirmou a receção da ação cível, esclarecendo que, através dos seus advogados, já foram apresentadas três moções para o indeferimento liminar do processo. A empresa argumenta que as acusações carecem de fundamento plausível. Além disso, a construtora portuguesa considera que as insinuações feitas pela Muddy Waters são completamente infundadas.
O conflito entre a Muddy Waters e a Mota-Engil remonta a uma entrevista que Carlos Mota dos Santos concedeu ao jornal Expresso em dezembro de 2024. Durante a conversa, o CEO referiu que a estratégia de short-selling da Muddy Waters representava uma “manipulação do mercado”. Mota dos Santos defendeu a necessidade de uma regulação mais rigorosa para combater estas práticas, tendo inclusive feito uma exposição à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Até ao momento, não houve novidades sobre essa exposição.
A Mota-Engil, que tem como objetivo atingir receitas de nove mil milhões de euros até 2030, vê esta situação como um obstáculo à sua reputação e ao seu crescimento. A empresa tem estado sob pressão devido à volatilidade das suas ações, que têm sido alvo de especulação por parte de investidores que apostam na sua desvalorização.
A Muddy Waters é conhecida por identificar empresas que considera sobrevalorizadas e, frequentemente, utiliza estratégias de short-selling para lucrar com a queda dos seus preços. Esta prática tem gerado controvérsia e críticas, especialmente quando envolve acusações de manipulação de mercado.
A Mota-Engil está a trabalhar para defender a sua posição e reputação, enquanto o caso judicial se desenrola. A empresa acredita que a verdade será esclarecida no tribunal e que as acusações da Muddy Waters não têm fundamento.
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Fonte: ECO





