O Congresso brasileiro acaba de aprovar a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, um passo crucial que, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), pode trazer excelentes perspetivas para as empresas de ambos os lados do Atlântico. Em visita a Portugal, Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, afirmou que o acordo “é uma oportunidade de crescimento para as duas partes, tanto para o Brasil quanto para Portugal”. Com uma corrente de comércio significativa, que ronda os 4,5 mil milhões de dólares, o acordo promete ampliar essas oportunidades.
Luiz Césio Caetano elogiou a postura de Portugal, que sempre defendeu a concretização deste acordo. Apesar de o processo estar atualmente a ser analisado por um tribunal europeu, o presidente da Firjan acredita que a Europa, com os seus 700 milhões de habitantes, representa um mercado promissor. “Atualmente, o principal segmento do comércio entre os dois países é a energia e o petróleo, mas existem outros setores, como a construção civil, a siderurgia e a alimentação, que também têm grande potencial de expansão”, afirmou. A redução das pesadas tarifas aduaneiras que o Brasil impunha à importação de bens portugueses é um dos principais benefícios do acordo, permitindo uma maior fluidez nos negócios.
O Brasil está a abrir-se ao mundo, e o acordo com a União Europeia é apenas um dos vários que o governo de Lula da Silva tem promovido. Recentemente, o presidente esteve na Índia em busca de novos acordos comerciais, e o governo brasileiro tem estado a negociar com a EFTA e o Japão. “Portugal, com a sua ligação histórica e a facilidade da língua, pode integrar-se neste movimento de abertura do Brasil”, destacou Caetano.
A necessidade de diversificação dos parceiros comerciais é uma resposta às tarifas severas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. “A geopolítica atual mostra a importância de ter uma variedade de acordos comerciais, sejam bilaterais ou coletivos. Precisamos de opções”, sublinhou. O Brasil possui vastos recursos que ainda precisam de ser melhor explorados, como minerais e energias renováveis, além de uma abundância de água. “O Brasil tem potencialidades que precisam de ser desenvolvidas, e a Europa pode beneficiar disso através do acordo com o Mercosul”, acrescentou.
O Estado do Rio de Janeiro, em particular, apresenta-se como um parceiro estratégico para o desenvolvimento de um ambiente de negócios saudável. Com uma forte indústria de petróleo, uma robusta indústria siderúrgica e uma significativa indústria automobilística, que é a segunda maior do país, o Rio de Janeiro tem muito a oferecer. “Grandes marcas como Volkswagen, Nissan e Stellantis já estão instaladas aqui, e a indústria alimentar também é bastante relevante”, concluiu Luiz Césio Caetano.
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Fonte: Sapo





