Um novo estudo do Observatório do Clima, divulgado recentemente, revela que mais de 50 países estão a desenvolver planos para se tornarem independentes do petróleo. Este esforço visa a transição global para longe dos combustíveis fósseis, conhecida como TAFF (Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis). Os investigadores identificaram 46 nações com iniciativas de descarbonização no sector energético e 11 estudos focados na redução da oferta de petróleo, gás e carvão.
Os investigadores sublinham que a dependência dos combustíveis fósseis não só representa uma vulnerabilidade económica, mas também contribui para a instabilidade global. Katrine Petersen, assessora sénior da think-tank E3G, afirma que esta dependência expõe tanto produtores como consumidores a riscos crescentes, incluindo volatilidade económica e impactos climáticos.
Entre os países que estão a liderar esta transição estão o Reino Unido, a Alemanha, a Dinamarca, a Noruega, a Colômbia, o Canadá e o Brasil. Estes países têm implementado planos que incluem a eletrificação, a expansão das energias renováveis e a reforma dos subsídios aos combustíveis fósseis.
No entanto, o estudo alerta que os esforços individuais não são suficientes. Cláudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima, enfatiza a necessidade de um processo global que considere a dinâmica entre a produção e o consumo de energia. As iniciativas nacionais são importantes, mas precisam de uma abordagem coordenada e multilateral para serem eficazes.
O relatório propõe cinco elementos essenciais para um planeamento eficaz: alinhamento com a ciência climática, uma abordagem que considere tanto a produção como o consumo, planeamento inclusivo que proteja os trabalhadores, garantia da soberania nacional e fundamentação nos direitos humanos. Estes princípios visam assegurar uma transição justa e equitativa.
Os investigadores também destacam que um planeamento e financiamento coordenados podem aumentar a segurança para países produtores, como o Brasil. Stela Herschmann, especialista em Política Climática, sublinha que países dependentes do petróleo precisam de trajectórias previsíveis para diversificar a sua produção energética.
Cláudio Ângelo conclui que é urgente que o mundo estabeleça uma data para a transição dos combustíveis fósseis, de modo a preparar o mercado e a sociedade para esta mudança. “Enquanto não sinalizarmos claramente que esta era terá um fim, continuaremos sujeitos às incertezas climáticas e económicas”, alerta.
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Fonte: Sapo





