A recente escalada do conflito no Irão tem gerado grandes preocupações entre os investidores, especialmente devido ao impacto no Estreito de Ormuz e ao aumento significativo do preço do petróleo. Durante a última semana, o barril de petróleo Brent ultrapassou a barreira dos 100 dólares, refletindo um forte prémio de risco geopolítico, conforme apontam os analistas da XTB. Esta situação levou a Agência Internacional de Energia a libertar cerca de 400 milhões de barris de reservas, numa das maiores intervenções coordenadas para estabilizar o mercado energético.
Nos mercados acionistas, a aversão ao risco foi evidente. Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Nasdaq Composite registaram quedas, enquanto na Europa o índice STOXX 600 também terminou a semana em baixa. O aumento dos preços do petróleo intensificou os receios de inflação e de um possível abrandamento económico, afetando especialmente os setores mais sensíveis ao crescimento.
Além disso, surgiram novas preocupações no mercado de crédito, particularmente no segmento de private credit, que tem crescido rapidamente nos últimos anos. Vários fundos estão a enfrentar um aumento nos pedidos de resgates, e alguns bancos começaram a rever em baixa o valor de certos empréstimos ligados a este mercado. Os analistas da XTB alertam que as preocupações dos investidores já estão a refletir-se nas ações do setor financeiro, com alguns bancos internacionais a registarem quedas na bolsa.
Para esta semana, estão agendadas várias reuniões de bancos centrais, incluindo o Banco Central Europeu (BCE). Na última reunião, o BCE manteve as taxas de juro inalteradas em 2%, e, embora não se esperem alterações nesta nova reunião, as novas projeções e a conferência de imprensa da presidente Christine Lagarde serão seguidas com grande atenção. A escalada dos preços da energia, resultante das tensões no Médio Oriente, poderá complicar o caminho para a desinflação, introduzindo um tom mais cauteloso nas perspetivas do BCE.
Os analistas notam que, após os primeiros meses de 2026, o mercado europeu de taxas de juro reajustou as suas expectativas, já descontando um aumento de 25 pontos base para a reunião de julho e um segundo aumento semelhante para dezembro. Do outro lado do Atlântico, a reunião da FOMC, que em janeiro manteve as taxas inalteradas, também será observada de perto, especialmente após a reavaliação das expectativas em torno de uma nova flexibilização por parte da Fed este ano.
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Fonte: Sapo





