Portugal enfrenta um desafio crescente: a necessidade de encontrar alternativas ao petróleo e ao gás. Esta questão foi abordada por Rodrigo Almeida Dias, managing partner da Eversheds Sutherland, numa recente entrevista. A sua experiência no setor jurídico, que abrange áreas como a energia e o imobiliário, permite-lhe ter uma visão clara sobre a urgência de diversificar as fontes de energia no país.
A integração entre a Eversheds Sutherland e a FCB, concretizada em 2021, foi um passo significativo, resultado de uma parceria de mais de dez anos. Esse período de colaboração permitiu testar a compatibilidade cultural e o alinhamento estratégico entre as duas entidades. Almeida Dias destaca que a integração não foi apenas uma formalidade, mas um processo que envolveu a partilha de know-how e recursos, preparando o terreno para um crescimento sustentável.
A evolução do mercado jurídico em Portugal também reflete a crescente internacionalização das sociedades de advogados. Os clientes, cada vez mais, procuram equipas que consigam responder de forma coordenada em várias jurisdições. A dimensão internacional tornou-se uma condição necessária, e os advogados são agora vistos como parceiros estratégicos, envolvidos na estruturação de negócios e na gestão de riscos.
Almeida Dias identifica o setor da energia como um dos mais dinâmicos do momento. A transição energética e a necessidade de alternativas ao petróleo e gás são fatores que impulsionam a atividade neste setor. Portugal tem um enorme potencial para desenvolver grandes projetos de energia solar e eólica, mas a realidade geopolítica atual reforça a urgência de diversificar as fontes energéticas.
No que diz respeito ao mercado de M&A e ao Direito Imobiliário, Almeida Dias observa que a complexidade das operações tem aumentado. Os investidores internacionais e os fundos de private equity estão mais presentes, e a sustentabilidade e a governança tornaram-se questões centrais nas negociações. O mercado imobiliário também está a adaptar-se, com uma maior seletividade dos investidores e um foco em ativos alternativos.
Em relação à retenção de talento, Almeida Dias salienta que a Eversheds Sutherland tem apostado em três pilares fundamentais: um projeto profissional claro e meritocrático, uma cultura de proximidade e exigência saudável, e a exposição internacional. Num setor em que a mobilidade é elevada, estas estratégias são cruciais para manter os melhores profissionais.
A digitalização e a inovação tecnológica estão a transformar a prestação de serviços jurídicos. A utilização de inteligência artificial e ferramentas de automação está a aumentar a eficiência e a previsibilidade, permitindo que os advogados se concentrem em tarefas de maior valor acrescentado. Para sociedades com presença internacional, como a Eversheds Sutherland, a digitalização é vital para a uniformização de processos e a colaboração entre jurisdições.
Em suma, Portugal precisa urgentemente de alternativas ao petróleo e gás para garantir um futuro sustentável. A evolução do mercado jurídico e a adaptação às novas realidades económicas são essenciais para enfrentar este desafio. Leia também: O impacto da digitalização no setor jurídico.
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Fonte: ECO





