Inconsistência da IA nas recomendações de marcas e produtos

Um recente estudo da SparkToro e da Gumshoe revela que a inteligência artificial (IA) apresenta uma notável inconsistência nas recomendações de marcas e produtos. Realizado entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, este estudo envolveu cerca de 600 voluntários dos Estados Unidos, que interagiram com ferramentas de IA como ChatGPT, Claude e a IA da Google. A análise, que resultou em 2.961 respostas, questiona a eficácia do investimento das marcas em publicidade nestas plataformas.

Uma das conclusões mais surpreendentes é que as listas de recomendações variam significativamente, mesmo em categorias restritas. Por exemplo, ao solicitar recomendações sobre concessionários da Volvo em Los Angeles, a ordem das respostas nunca se repetiu. Rand Fishkin, cofundador da SparkToro, sublinha que “estas ferramentas são motores de probabilidade, desenhadas para gerar respostas únicas”. Portanto, considerar as recomendações de IA como fontes de verdade é, segundo ele, um erro.

A variabilidade nas respostas deve-se, em parte, aos prompts utilizados pelos usuários. Os voluntários foram orientados sobre como formular os pedidos, mas a forma como o fizeram variou amplamente. Fishkin explica que “escrever prompts para a IA não é o mesmo que pesquisar no Google”, uma vez que os utilizadores tendem a ser criativos e específicos nas suas solicitações.

Analisando os dados, a categoria de livros de ficção científica apresentou a maior variação, com 211 recomendações diferentes em 99 respostas da Google. Em contrapartida, o ChatGPT e o Claude limitaram as respostas sobre concessionários da Volvo a apenas nove, mas sem repetir a ordem em 83 respostas. A probabilidade de obter a mesma lista de recomendações em 100 tentativas é inferior a 1% para o ChatGPT e Google, e ligeiramente acima de 1% para o Claude.

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O estudo também revelou que a semelhança entre os prompts dos utilizadores foi mínima, com uma média de 0,081. Para ilustrar, Fishkin compara esta semelhança a frango Kung Pao e manteiga de amendoim, que, apesar de partilharem um ingrediente, são bastante diferentes.

Apesar da variabilidade nas recomendações, algumas marcas destacaram-se pela frequência com que foram mencionadas. Por exemplo, a agência Smartsites apareceu em 85 das 95 respostas quando questionada sobre consultores de marketing digital. Por outro lado, o influenciador Adam Gallagher foi mencionado apenas 36 vezes nas 73 respostas da IA da Google.

A consistência das recomendações parece variar mais consoante o setor do que a ferramenta utilizada. A visibilidade média das três marcas mais mencionadas foi superior no Claude, com 73%, mas todas as ferramentas apresentaram valores acima de 50%. Um exemplo claro é o hospital City of Hope, que apareceu em 69 de 71 respostas sobre tratamento de cancro, com uma impressionante visibilidade de 97%, embora apenas tenha sido destacado em primeiro lugar em 25 dessas respostas.

Medir a presença de uma marca nas respostas de IA é uma tarefa complexa. O autor principal do estudo conclui que, embora seja possível obter um padrão disperso de resultados, a percentagem de visibilidade ao longo de múltiplos prompts é uma métrica razoável para avaliar a eficácia das recomendações de marcas.

Leia também: O impacto da IA na publicidade digital e no comportamento do consumidor.

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Fonte: ECO

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